Alimentando meu niilismo...

| 15 dezembro 2010 | 0 Comentários |

Irônico você gostar do que escrevo... A única explicação plausível é não querer que a fonte de minhas idéias se esgote, agindo distante de mim. Como se a saudade não fosse suficiente para alimentar isso...
Mas... obrigada mesmo assim. Talvez não fosse eu, se não escrevesse...

Resto de mim no papel...

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Costumo ler meus textos enquanto rascunho, depois que publico não os vejo mais. Meio que um receio esquisito de encontrar o que deixei de mim naquelas palavras...
E se eu boto fora de mim, talvez não seja tão bom ter guardado...

Fato

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Um amigo me disse que é na tristeza que a inspiração fica afiada.

No meu caso, isso é fato consumado...

Ser e não 'o ser'...

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E eu ouço as mesmas músicas, afundo ainda mais em minha melancolia, e me entorpeço de lembranças, parece que gosto de sofrer...
Estranho alguém gostar das mesmas dores, sonhar com os mesmos amores e nunca ser o 'si mesmo' todo o tempo...

E assim vivo: em constante mudança enquanto nunca mudo o meu 'eu'.

Tristeza essa...

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Sei que essa tristeza vai passar, mas não sei o 'quando'. Isso que mais me entristece...
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A maçã podre do cesto...

Dualidade

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Metade de mim é fria, mas a outra metade é lava incandescente...

Solitária eternidade...

| 09 dezembro 2010 | 0 Comentários |


A essas horas, estava correndo contra o vento, com os cabelos soltos, revoltos, de mãos dadas com você...
A areia branca sob meus pés, e o cheiro das ondas que iam e vinham, me vem ao pensamento neste instante...
Olhávamos um para o outro, em sublime silêncio. O ar ao nosso redor parecia tão leve, sereno. Um momento de paz...
Me senti como se não fosse eu mesmo ali. Éramos nós dois. Um em dois. Dois num único ser...
Você me olhava, com esses olhos tão profundos quanto o mar à nossa frente, sua pele reluzindo ao sol de fim de tarde...
Sorrias para mim... E eu, enlevado por tua suave respiração, deixava-me embalar por seu toque, seu respirar, por sua presença ali, comigo...
Pararia o tempo naquelas horas, viveria a eternidade com apenas este instante... doce e suave eternidade a dois...

Ainda ouço o vento soprando em meus ouvidos, respiro o mesmo ar, agora saturado, seco, sem vida...
O mesmo ar que me pesa nos pulmões, o mesmo ar que toca tua pele agora, tão distante da minha pele... e sinto você vazia de mim...
Por onde andarás...
Não tenho mais areia sob meus pés, não tenho mais os cabelos revoltos pelo vento, não tenho mais o teu sorriso, nem o brilho prescrutador de seus olhos...

Não tenho mais. Nada tenho...
Não sinto mais suas mãos nas minhas...


Mas o vento continua a soprar...
E o tempo passa...
Saudosa e solitária eternidade... em mim apenas...

Delírios de um corpo febril...

| 03 dezembro 2010 | 0 Comentários |

Quero beijos intermináveis, que saciem minha boca voraz e sedenta, abraços de calor que aqueçam minha pele entorpecida, sonolenta...
Quero sussurros em meu ouvido, embalando nossos corpos em cadência, que me façam estremecer ao leve toque de tuas mãos sôfregas, turbulentas...

Ame meu corpo, sacie teu corpo, satisfaça a ambos com este sexo quente, louco...
Com tuas doses de amor, com minhas doses de torpor, com nossos corpos entremeados de fluídos intensos...

╬† Literatura no Mundo ╬†

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