Eni, muita Luz pra você, onde quer que esteja... [LUTO]

| 29 março 2014 | 8 Comentários |


É  com muito pesar que escrevo este post pra falar da morte de uma amiga muito querida, Eni Miranda. Minha parceira de blog, amiga de cartas, e-mails e amor pelos livros. Com ela aprendi tanta coisa, compartilhamos nossas angústias, planos e alegrias. Infelizmente nunca poderei conhecê-la pessoalmente, sua morte deixou um vazio inexplicável em mim...
Ela era a dona do blog Dose Literária, do qual eu também faço parte como autora, algumas pessoas a conheciam por causa do blog...

Ainda me pergunto o motivo, apesar de lá no fundo desconfiar, pois eu tinha noção de algumas coisas ruins que andavam atormentando sua vida... estou preocupada com seus 3 filhos pequenos, e nem sei como as coisas serão daqui pra frente... Muitos podem dizer que é covardia mas só quem passa pelo que ela sofreu a vida inteira pode compreender o porquê...
Só espero que ela encontre Luz em seu caminho, e que a felicidade, liberdade e paz que ela procurou tanto em vida sejam constantes para seu espírito nesse novo caminho...
Muita luz, Enimara. Nunca esquecerei de você. Sempre haverá teu espaço garantido em meu coração... Só queria segurar tua mão e te impedir de partir dessa forma tão desesperançada... :'(
Mas eu não tive chance disso... Quero que saiba, onde estiver, que eu te amo, infinitamente... ♥


RIP, Eni... O Dose Literária está de luto por você... 

P.s: Os post vão seguindo porque tenho alguns programados, mas não estou conseguindo escrever nada novo por enquanto, espero que compreendam... Sobre O Dose, ainda é tudo muito incerto... Espero que compreendam...

Tag - Como eu leio

| 27 março 2014 | 9 Comentários |

Vi essa Tag que Tama respondeu no Dose Literária e resolvi postar por aqui também. O nome da Tag é Como eu leio. São cinco categorias, e cada uma tem três perguntas. Eis minhas respostas:















A aquisição


1) Sempre compra você mesma seus livros ou tem anjos da guarda? Se tem, quem são eles?
Sempre compro, mas vezemquando recebo livros de presentes, do namorado, família ou amigos. Engraçado é que até pessoas que desconheço já apareceram me doando livros, seja pelo skoob ou ao vivo, ou até quando eu fazia faculdade...

2) Gasta quanto (em média) por mês em livros? Já estourou o cartão de crédito com livros?
Ah, gasto praticamente meu salário com livros [o que sobra dele depois de pagas as contas], mas esse ano estipulei uma meta de comprar o mínimo possível, então são em média 5 livros por mês... Não estourei o cartão de crédito porque não possuo um [já por causa do descontrole, eu não resistiria a promoções comprando em cartão]...

3) Consegue livros emprestados com frequência? Se sim, quem te empresta normalmente?
Vezemquando pego emprestado com amigos, ando sem tempo de frequentar biblioteca, mas quando fazia faculdade, pegava emprestado lá... 

O deleite

1) Lê em média quantos livros por mês?
Depende muito dos que me chegarem às mãos. Por vezes leio os que compro/ganho por mês, ou quando leio infantis em blogs, a conta sobre muito. Ando na tentativa de diminuir a leitura mensal pra 'curtir' mais o livro... mas fica numa média de 13 por mês...

2) Lê em média quantas páginas num dia da semana? E nos fins de semana?
Tem dias que não estou ocupada e acabo lendo mais de 200. Já cheguei a ler 400 páginas num dia... Fins de semana eu leio a mesma quantidade dos outros dias...

3) Consegue abandonar um livro no meio da leitura?
Não, por pior que o livro seja, eu vou arrastando a leitura, nem que leve mais de um ano. Não abandono porque mesmo que seja pra criticar depois, preciso ler todo. E já aconteceu de algumas histórias me surpreenderem nas últimas páginas...

O local do crime

1) Consegue ler em local movimentado? (ônibus, fila de banco)
lia em ônibus mas parei por causa da vista. Mas leio em metrô, no banheiro, na cama, sofá, rede, pracinha, se eu encostar em qualquer calçada, tiro logo um livro da bolsa... filas de pagamento, no intervalo da escola, durante as refeições, e dependendo da história, até enquanto eu ando no meio da rua...

2) Prefere ler na mesa, sofá, no chão ou na cama?
sim, como disse na pergunta anterior. Mas o local preferido é a cama, ou uma rede...

3) Qual a hora do dia que prefere para ler?
Qualquer hora, quando me der vontade, mas a madrugada é realmente prazerosa pra leitura...

Os impedimentos

1) É solteira? Se não, seu namorado, noivo, esposo, te dá espaço para ler?
não. meu Mow me apoia, me dá livros, me deixa ler sossegada, me incentiva com o blog e as leituras. Mesmo ele próprio não sendo um assíduo leitor, fica por horas e horas ouvindo minhas conjecturas e opiniões sobre os livros...

2) Lê no trabalho? Se sim, qual emprego dá essa dádiva de ler na hora de serviço?
Sim, porque sou professora, e sempre que dá a hora do recreio ou antes de tocar pro início das aulas, eu fico lendo...

3) Já deixou de sair com a galera só pra ler aqueles capítulos irresistíveis?
já, muitas vezes... 

As insanidades

1) Já sonhou ou teve pesadelos vivendo a história de um livro? Qual foi o livro?
já, várias vezes. O último foi com The Walking Dead.

2) Qual a maior loucura que já fez ou que faria para conseguir um livro?
Que já fiz foi ter gastado todo o meu salário do mês na Bienal do ano passado, aqui em PE. Tudo bem que eu nem ganhava muito na época, mas cada centavo foi transformado em livros. rs

3) Já chorou ao terminar um livro? Foi de felicidade ou tristeza? Qual foi o livro?
Lógico que sim... em várias ocasiões... sou muito chorona, sensível... chorei de raiva, de tristeza, de emoção, de rir... Como foram vários, vou citar alguns: Diário de uma paixão, O pequeno príncipe, O apelo da selva, Jardim de inverno, E.T., o extraterrestre, A mala de Hana, Apenas garotos, O segredo de Brokeback Mountain, O pianista, Capitães da areia, Éramos seis, A cor púrpura, Marley e eu, O caçador de pipas, A cidade do sol, Emmeline, Olho de gato... entre outros...

Quem quiser responder, fique à vontade... 
Beijinhos entorpecedores...

Torpor Notícias e Eventos literários...

| 24 março 2014 | 2 Comentários |


Gente, estou passando nessa segunda só pra deixar uns avisos. Primeiramente queria noticiar a matéria com Clarice Paes, a autora de Amaríssimo, que saiu no jornal de Piracicaba. Amaríssimo foi uma aposta maravilhosa da Ed. Ocelote. E quem saiu ganhando fomos nós, que pudemos prestigiar a escrita deliciosa de Clarice. Quero desejar sucesso à autora e a Ed. Ocelote, parceira aqui do blog.


Sábado, 22 de março de 2014, houve um evento da Ed. Seguinte na Livraria Saraiva, no Shopping RioMar, em Recife. Eu compareci e apesar de uns imprevistos na viagem, consegui ver parte do encontro. Houve distribuição de brindes e sorteios de livros. Infelizmente não ganhei os sorteios, mas trouxe marcadores e livretos dos livros discutidos no evento. Fiquem ligados pois o Tour está acontecendo em várias cidades do país e pode ser que passe pela sua. É só ficar de olho na FanPage da Editora pra não perder as datas. 



Por último, mas não menos importante: se você é de Recife, não perca o encontro da Editora Arqueiro, que será realizado no dia 13 de abril. O foco do encontro será falar sobre os romances de época publicados pela editora. Confesso que ainda não li livros nessa temática publicados pela Arqueiro, mas não custa nada ir dar uma conferida, quem sabe no encontro eu tome gosto e comece a ler esses títulos, não é 
E esses encontros estão ocorrendo por todo o país. É só seguir a FanPage da editora pra ficar por dentro do calendário. 

Bom, espero que vocês tenham curtido as novidades. Fiquem de olho por aqui que logo logo estarei lançando um sorteio de livros nacionais
Por hoje é só, pessoal.
Beijinhos entorpecedores... ^.~


Tempo de mudanças...

| 22 março 2014 | 10 Comentários |
Graças aos céus, nunca perdi pessoas queridas pra doenças terminais. Mas ainda assim, eu me sensibilizo com elas. Já vi amigos perderem entes queridos para o câncer e sei que não é uma barra fácil de suportar. Tento me por no lugar do doente, da família e amigos, dos médicos que tratam esse tipo de pacientes. O câncer é uma doença cruel com final triste. E quando vejo filmes ou livros com personagens que estão com os dias contados devido à doença, me sinto baqueada e chorosa. E sim, e essas histórias te deixam com nó na garganta...

Tempo de mudanças, da autora Lisa Jewell fala sobre um homem com câncer. Ele tem pouco tempo de vida, mas não tem mulher, nem filhos ou alguma família por perto que possa cuidar dele. Tem uma amiga, Maggie, que conheceu a pouco tempo, quando já não havia muito a fazer e ainda assim, ela se apaixonou por ele. Mas como ele a trata apenas como amiga, Maggie se resigna a essa condição, e tenta fazer dos dias de seu amigo dias mais confortáveis e menos solitários. Daniel está morrendo, e compartilha com Maggie um segredo: ele provavelmente é pai. Mas nunca conheceu seus filhos, pois ele foi doador de sêmen quando mais novo. Agora, no leito de morte, deseja conhecer a[s] pessoa[s] que ajudou a pôr no mundo... Maggie, uma mulher divorciada, na casa dos 50 anos mas com ar mais jovial e alegre, não pode recusar um pedido desses. Ainda mais de Daniel, seu amigo e amor. 


No decorrer do livro, nos deparamos com as histórias em paralelo de 3 pessoas: Lydia - que tem sérios problemas com a família, é solteira e meio fria, apaixonada pelo seu personal trainer e vive numa casa luxuosa, embora não tenha com quem dividir todo o seu conforto. Dean, um rapaz que vive fumando maconha e tem uma namorada grávida do primeiro filho deles, mas que entra em trabalho de parto antes do tempo e um acontecimento muda o destino dos dois. E Robyn, uma garota amada pelos pais e que sempre soube de sua condição como filha de pai desconhecido. E mesmo sabendo, nunca tentou saber se tem irmãos ou quem é seu pai biológico. Ela arruma um namorado mas acaba grilando quando as pessoas passam a achar que os dois são parecidos, como irmãos. O pavor toma conta dela e assim ela resolve partir em busca de respostas sobre sua vida, e desfazer a dúvida de que pode estar dormindo com o próprio irmão.

Os capítulos vão alternando entre a história dessas três pessoas e Maggie. O destino se encarrega de cruzar o caminho deles com o de Daniel, mas será que não será tarde demais? Afinal, Daniel definha a cada dia, e Maggie tem pouco tempo para juntar os pedaços desconhecidos de seu passado, a fim de lhe proporcionar uma última alegria. Outro fator que é importante frisar é sobre a família de Daniel: ele tem uma mãe velhinha e doente, e um irmão. Ele são franceses, e é tudo que Maggie sabe a princípio. Quando seu irmão resolve visitar Daniel depois de uma lacuna de 20 anos, descobre que vai perdê-lo para o câncer. E com sua chegada, mais coisas sobre Daniel são descobertas, deixando Maggie - e o leitor - espantados...

O livro é sutil, apesar de tratar de um assunto tão doloroso. Por possuir capítulos curtos, o leitor não exita em continuar a leitura sem pausas, naquela velha situação de 'ah, só mais um capítulo e eu pauso'. A autora conduz toda a trama para um desfecho em que não ocorrem milagres, mas que trazem uma ponta de final feliz. Apesar de algumas situações clichês, os personagens são bem construídos e carregam consigo uma angústia de saber mais sobre si mesmos, de que lhes falta algo e que isso só vai passar quando seus destinos se cruzarem. E esse acontecimento acarretará em mudanças...

A leitura é envolvente, cativa pela doçura e emociona por tratar de perda, amor e 'busca pelo eu'. Algumas pessoas que aparecem na história farão o leitor sentir raiva delas para no momento seguinte, o conceito sobre elas mudar. Ou ao menos, o leitor irá compreender suas atitudes... Um dos capítulos finais é de Daniel. O desfecho é o esperado para alguém que tem câncer, mas não deixa de emocionar o leitor...
Em suma, fez com que eu enchesse os olhos de lágrimas, mas deu pra segurar sem a ajuda de um lencinho de papel...


Lançamentos de Março - V&R Editoras Brasil

| 21 março 2014 | 4 Comentários |
Olá, meus leitores queridos. Venho através deste post falar sobre as novidades que a V&R Editoras Brasil está trazendo para o mercado editorial nesse mês de Março. Espero que vocês gostem. São livros que prometem ser um sucesso em suas áreas. 

O primeiro livro é A arte da Cozinha Italiana. 

"A obra é uma viagem extraordinária pela cozinha clássica italiana, na companhia de grandes chefs, que reúne uma herança conjunta de inestimável valor histórico e cultural, transmitida de geração para geração"

Viaje pela cozinha clássica italiana, acompanhado dos grandes chefs da Academia Barilla. A cada página, o leitor poderá se deliciar com a história e costumes da cozinha e cultura italiana, através de pratos recheados de tradições, passados de geração para geração. O livro trata de receitas regionais selecionadas pelo Chef Mario Grazia. O livro contém receitas diferentes e saudáveis, sem esquecer o valor apetitoso delas, claro... São 130 receitas escolhidas e trazem um breve histórico de peculiaridades e influências regionais. Os textos são do próprio Mario Grazia e de sua esposa, Maria Grazia Villa. É uma obra ideal para quem está começando na arte da gastronomia italiana. Mas serve também para os veteranos da área. O livro é ricamente ilustrado. Traz ainda três textos introdutórios a respeito das cozinhas italianas, sobre o conceito da Academia Barilla e uma reflexão sobre gastronomia e tradição. Imperdível para os amantes de uma boa cozinha.





A Arte da Cozinha Italiana
Autores: Mario Grazia e Maria Grazia Villa
304 páginas.
Preço: R$ 159,90




Mais um lançamento da V&R Editoras é o livro 1001 curiosidades do mundo da bola que todo craque deveria saber. É uma publicação para aqueles amantes do futebol, e nesse clima de copa, é um prato cheio para os fãs do esporte. O livro é uma reunião de curiosidades a respeito de jogadores, técnicos de várias épocas e nações, bem como de muitos casos ocorridos em copas passadas. Abrange o período desde 1800, quando surgiu o futebol até os dias atuais. O livro é informativo e também traz trechos divertidos sobre o mundo do futebol. 

1001 curiosidades do mundo da bola que todo craque deveria saber.
Autor: Aníbal Litvin
280 páginas





E por último, mas não menos importante: A fenda branca - as cores de Madeleine, primeiro volume de uma série da autora australiana Jaclyn Moriarty. A autora foi aclamada como um dos grandes nomes da narrativa fantástica contemporânea. O tema central da obra são as aventuras e descobertas de dois adolescentes que vivem em universos paralelos. Elliot Baranski vive em Cello, um reino encantado. Ele procura o pai, que fugiu apos ter sido acusado de assassinar o próprio irmão. Ele não acredita na versão que andam contando e parte em busca da verdade. Em outra realidade vive Madeleine, na cidade de Cambridge, na Inglaterra. Ela guarda um segredo sobre seu passado. O destino une esses dois jovens por meio de uma fenda que serve de portal para as duas realidades. Ambos começam a se ajudar numa narrativa sutil e arrojada, contada com riqueza de detalhes pela autora. Decerto eu estou muito curiosa para ler esse livro, pois a temática tem tudo para me agradar.




A fenda branca -  as cores de Madeleine 
Autora: Jaclyn Moriarty
336 páginas
Preço: R$39,90

~ Torpor Notícias [Matheus Ferraz]

| 19 março 2014 | 8 Comentários |
Olá, pessoas queridas! Trago a vocês uma notícia muito boa sobre o autor parceiro Matheus Ferraz, e quem acompanha seu trabalho e o blog. Matheus irá participar de uma palestra em comemoração aos 13 anos do Boca do Inferno, o maior site de terror da América Latina. E sua palestra será a única do evento voltada para a literatura. A temática da palestra é sobre as produções de Sherlock Holmes voltadas ao gênero do horror, seguindo a proposta do site. Se você ainda não ouviu falar do escritor, visite sua FanPage no Facebook. O evento ocorrerá na Vila Mariana, em São Paulo, no dia 10 de maio de 2014. Quem for de São Paulo, não deixe de ir a fim de prestigiar um dos grandes talentos da literatura nacional. Se eu morasse pertinho, com certeza iria conferir essa palestra. Aproveitem a chance!!! 


A livraria 24 horas do Mr. Penumbra

| 18 março 2014 | 7 Comentários |


livro + marcador
A livraria 24 horas do Mr. Penumbra é um livro fantástico, que mistura suspense e tecnologia numa trama de deixar o leitor sem pausar a história até a última página. Trata de um rapaz chamado Clay Jannon, que está desempregado e acaba encontrando um anúncio para atendente numa estreita livraria, enquanto andava procurando emprego pelas ruas. Clay é web designer, mas está tão desesperado para trabalhar que aceita o que vier pela frente. Seu contratador e dono da livraria é um homem misterioso, de hábitos soturnos e possui umas regras a serem cumpridas por seus funcionários. Mesmo com toda a estranheza, Clay aceita o emprego. O que ele não sabia é o que aquele homenzinho escondia de tão fascinante em suas estantes.

Seu turno é a noite, e ele só conhece além do Mr. Penumbra um outro rapaz que trabalha no outro horário. São 8 horas para cada um deles, dividindo assim o dia em três turnos. Penumbra explica o que Clay tem que fazer. Anotar todas as peculiaridades que ele encontrar nos clientes que vem a livraria. Alguns são bem antigos, mas Clay tem que observar e registrar tudo, desde a cor da roupa até a maneira de agir do cliente, e principalmente o livro que a pessoa levar. Com o passar do tempo, Clay desconfia que esses clientes misteriosos fazem parte de alguma seita ou sociedade secreta, e suas suposições são ainda mais acertadas quando ele descobre uns livros estranhos que Penumbra deixou claro que ele não poderia ler, e que não são para qualquer cliente. 

Ao longo da história ele vai fazendo algumas amizades e as pessoas que se envolvem a fim de resolver o mistério que permeia a livraria e seus clientes ilustres vai criando proporções gigantescas. Códigos secretos, livros raros e personagens peculiares fazem de A livraria 24 horas do Mr. penumbra um livro único. Confesso que nunca tinha lido nada do gênero até então. Decerto foi uma leitura muito válida. A capa do livro é linda, ele é dividido em quatro partes, e a cada uma delas terminada, logo eu pulava para a próxima. Foi uma leitura breve, deliciosa e eu recomendo a todos os amantes de livros, bibliotecas, estantes, raridades, e segredos recheados de aventura... 




Robin Sloan é de Detroit, trabalha como coautor numa revista chamada Aveia. Trabalhou no Poynter Institute for Media, na Current TV e deu suporte à mídias pelo Twitter. Estudou Economia em Michigan. 


A livraria 24 horas do Mr. Penumbra
Autor: Robin Sloan
Selo: Novo Conceito
Edição: 1
Ano: 2013
288 páginas


Aventura, Ficção.

Parceria - V&R Editoras Brasil

| 17 março 2014 | 7 Comentários |
Olá, pessoal. Estou muito feliz por mais uma conquista para o blog e não posso deixar de compartilhá-la com vocês, leais leitores do Torpor Niilista.
Através deste post venho anunciar mais uma parceria, com a V&R Editoras Brasil. Uma Editora que sabe o quanto "livros fazem bem".




Com grandes títulos no catálogo, como Diário de um banana e Maze Runner, a editora surgiu na Argentina, em 1995, trazendo uma proposta diferenciada para o mercado editorial. Duas editoras, Trini Vergara e Lidia María Riba, deram origem ao projeto que hoje conhecemos, que teve suas portas abertas no Brasil no ano de 1998.  A sede da Editora localiza-se na cidade de Cotia, em SP. Lidia María é a responsável pela correção e polimento das obras até o momento em que elas vão para o prelo. Contando com uma equipe que preza a qualidade de seus livros, desde os títulos até suas capas, a V&R Editoras Brasil é especializada em livros-presente, e o leitor pode encontrar várias alternativas em seu catálogo. 

O lema dessa editora é o seguinte: 'Presentes [livros] que fazem bem'.

E é com muito prazer que o blog se torna parceiro dessa editora. Estou com ótimas expectativas com relação a essa parceria e agradeço desde já a confiança que a editora depositou em mim e ao blog. Aguardem mais novidades em breve. 
Até mais, pessoal.
^.~

Tag: Trinca de leitura

| 16 março 2014 | 11 Comentários |
Bem, cá estou eu respondendo a mais uma tag a qual fui indicada pelos lindíssimos Italo e Victor do blog Incriativos. Um blog apaixonante que eu tenho o maior orgulho de ser parceira. Visitem, sigam, comentem por lá. Vocês não vão se arrepender. Um grande beijo aos meus dois amores  
A tag é pra ser respondida em vídeo, mas como não possuo um vlog ativo [tenho conta do blog no youtube mas ainda não upei vídeos meus, ok], então vou responder por aqui mesmo. E vou indicar 3 pessoas pra responderem.




Bem, a tag consiste em responder algumas perguntinhas básicas. Vamos lá.

1 -- Quais autores/obras se envergonha de ainda não ter lido? Ou ainda não leu direito?
Gente, todo mundo fala em Vladimir Nabokov e eu sou louca pra ler algo dele mas ainda não li. Mas brevemente lerei Lolita [já tenho meu exemplar esperando na pilha de livros e desse ano não passa rsrs]

2 - Quais autores/obras "destoam" sua biblioteca de leituras?
Bem, creio que chick-lit. Não consigo me apaixonar por esse estilo, embora tenha lido um de Emily Giffin e dois de Debbie Macomber [li O amor mora ao lado e  Anjos à mesa - gostei de ambos, embora não tenha achado leituras mirabolantes que mudaram minha vida]. Creio que ambas as autoras se encaixam nesse estilo, não é?

3-- Quais autores/obras dá um trabalho hercúleo não gostar?
J. K. Rowling. Prevejo potterianos me odiando agora HAHA
Sério. Nunca me desceu Harry podre e não sinto a mínima vontade de ler nada que essa mulher escreva. Mesmo que ela escreva algo que não seja sobre Harry, ao ver seu nome no livro, sempre vou associar ao 'bruxinho' que detesto. 
Outra que não suporto é E.L. James, a destruidora da literatura erótica. Passo longe da trilogia 50 tons sem graça. Até tentei ler mas no primeiro capítulo senti ânsia de vômito. Penso em como alguém que escreve de forma tão 'pobre' tenha obtido tanto sucesso. [Prevejo mais fãs me odiando...] 
Ah, por último mas não menos importante: Stephenie Meyer. Odeio CreCUsculo com todo o ódio do meu coração. Sinto-me agredida mentalmente ao ver comparações dos vampiros dela com o clássico de Bram Stocker. Enfim... 

Bem, espero que tenham gostado de minhas respostas hehe. [Alguns odiarão...]

Um beijo enorme pra meus amores Victor e Italo.
E um pra todos os meus queridos leitores [até mesmo os fãs de Rowling, Meyer e James rs]

Jack Kerouac... nasce um mito da Cultura Beat...

| 12 março 2014 | 12 Comentários |



"Sempre considerei  escrever meu dever na Terra. E também pregar a bondade universal, que críticos histéricos não foram capazes de descobrir sob a frenética atividade das minhas histórias verídicas sobre a geração beat. - Na verdade, não sou um beat, mas sim um estranho e solitário católico, louco e místico..."

Eis uma phrase perfeita que define Kerouac. Confesso que demorei o dia inteiro pra tentar escolher entre as inúmeras quotes grifadas em meus livros, alguma que se encaixasse para defini-lo tão bem. Em 12 de março do ano de 1922, na cidade de Lowell, em Massachusetts, nascia o grande Jack, aquele que viria revolucionar o mundo literário com um estilo único, original e cru de escrita. Filho de um tipógrafo, adorava passear pelos campos e margens de rios em sua cidade. Em seu quarto, criava diários e jornais com assuntos desportivos descritos por ele de forma peculiar. Conheceu os escritos de Jack London aos 18 anos e decidiu dali que deveria ser escritor. Creio que o espírito aventureiro de seu xará tenha contribuído para despertar seu próprio anseio de também correr o mundo, de colocar o 'pé na estrada'... 

Teve Hemingway e Saroyan como influências literárias. Viveu com a mãe a maior parte de sua vida, quando não estava percorrendo o país, como um Viajante solitário. Seu pai havia morrido de câncer na época em que a Segunda Guerra devastava a Europa. Atravessou os EUA de trem, pegando caronas com desconhecidos, dormindo sob as estrelas, tendo o céu limpo e sem nuvens como cobertor em noites longas e frias... Viajou pela Europa, foi ao México, flertou com o budismo. Suas experiências com drogas lhe renderam amizades com outros grandes nomes da geração beat -  Allen Ginsberg, Will Burroughs, Neal Cassady. Seu primeiro livro foi escrito em apenas três semanas, usando uma máquina de escrever quase ininterruptamente... 

Você pode encontrar em seus livros ferrovias, vagabundos sem lar, misticismo, drogas, montanhas, viagens... em suma, um resumo de vida percorrendo lugares estranhos, desconhecidos, tendo como única companhia a poesia, descrita de forma leve, natural e sem preâmbulos, cenários descritos em fluxos de consciência, praticamente sem vírgulas, sem fôlego, findando em reticências... A prosa espontânea de Jack Kerouac é fascinante.



Por indicação de um querido amigo, soube da existência de On the Road [o tal livro escrito em três semanas]. Me apaixonei pela forma fluída de escrever de Kerouac. As aventuras cruzando o país pela Rota 66, os amores intensos e breves, a lealdade com seus companheiros de viagem, as árduas horas de trabalho em campos de algodão... Tudo isso ficou impregnado em minha mente e a partir dali, percebi que havia sido seduzida pela obra do autor. Depois de um tempo, li Tristessa, meu segundo livro, e me senti entorpecida pela sua relação com a personagem que dá nome ao livro... Parti para Despertar: uma vida de Buda, e sinceramente, foi o único livro dele que eu não lerei novamente tão cedo. Achei a filosofia complexa demais. Talvez em um momento mais oportuno eu consiga entender o que Kerouac quis passar com ele, ao escrevê-lo... Li também Cenas de Nova York e outras viagens, e apesar de curtinho, é um dos meus livros preferidos. Fala 'basicamente' de viagens do autor pelas montanhas, mas escrito de uma forma tão estonteante que acho impossível não se envolver e se imaginar subindo as encostas junto com Jack. 

Capa de Cenas de Nova York e outras viagens

"Nenhum homem deveria passar pela vida sem experimentar pelo menos uma vez a saudável e até aborrecida solidão em um lugar selvagem, dependendo exclusivamente de si mesmo e, com isso, aprendendo a descobrir sua verdadeira força oculta. - Aprendendo, por exemplo, a comer quando tem fome e a dormir quando tem sono." 

Kerouac é poético, apaixonante, sua obra parece um devaneio... Ao ler seus livros, penso que ele conversa comigo, usa palavras bonitas para discorrer sobre um fato corriqueiro. Ele consegue transformar em belo o 'comum'.

minha [ainda] modesta coleção...
 "Eu simplesmente me deitava nos campos da montanha ao luar, com a cabeça na grama, e ouvia o reconhecimento silencioso das minhas angústias passageiras." 

Posteriormente li O viajante solitário e ganhei esse ano como presente de aniversário Os vagabundos iluminados. Amei ambos. Pretendo ler agora Satori em Paris, Visões de Gerard e O livro dos sonhos. Mas afinal, o que seria a Geração beat? Eu falei sobre seu 'criador' sem expor a 'criação'. Beat seria a batida, exaustão, porrada ou um misto de todos esses elementos para designar um estilo de escrita que 'pulsa' com o leitor, que o transporta para um universo paralelo alucinógeno. Bem, eu diria que essa é a minha definição, é como a Geração Beat se mostra pra mim, Maria Valéria. É algo também como cadenciar as palavras, seguir a trilha, cruzar o mundo. Sei que estou sendo poética demais, mas me sinto assim quando falo sobre 'beat'... enfim... Esse espírito de beatitude e epifania eu consigo captar na escrita de Kerouac. Me faz ter vontade de jogar uma mochila nas costas e seguir rumo ao desconhecido...

Em 1969 Kerouac veio a falecer. Com apenas 47 anos, a estrela beat se apagava, devido a problemas com álcool. Depois de ter voltado às raízes católicas, de ter renunciado a tudo que vinha sendo o estilo de sua vida, de ter se afastado de seus amigos beats, e de seus pensamentos loucos, líricos, solitários... Morreu, mas deixou um legado para a literatura americana, que se estendeu ao mundo...
Kerouac pegou 'a estrada'... 


"Suave é o chuviscar que perturbou minha calma..."

~ Freedom...

| | 6 Comentários |
Adoraria sair pelo mundo num trailler, ou em algum carro modelo anos 50 [quem sabe até mesmo a pé], cruzando fronteiras, barreiras e acumulando sonhos... De escolher aleatoriamente alguma estrada no mapa para descobrir onde ela daria, e me perder em suas curvas e asfalto, sob a chuva ou sol escaldante, deixando o vento despentear meus cabelos...

Libertar todo o sentimento de liberdade aprisionado dentro de mim...


Tag - Blogagem Coletiva

| 10 março 2014 | 5 Comentários |
Fui indicada pelos lindos do blog Incriativos pra responder uma Tag super bacana. Eis minhas respostas: 


1 - Desde quando você criou sua paixão por livros?
Desde que meus pais começaram a comprar livros infantis e gibis para que eu aprendesse a ler...

2 - O que te levou a criar o blog?
Ele foi criado a fim de que eu tivesse onde 'depositar' meus textos e devaneios... um tempo depois resolvi transformá-lo em blog literário, devido a minha paixão por leituras...

3 - De onde você tira suas ideias para fazer os posts?
Bom, sempre passeio por blogs alheios e quando vejo uma coluna ou post interessante, resolvo fazer no meu. E sempre indico de onde peguei tal idéia. Além disso, costumo falar de minhas impressões de leitura acerca dos livros que leio ou já li... 


4 - Qual seu gênero literário favorito?
Bem, gosto de clássicos, terror, suspense, drama, romances de banca, poemas, crônicas. Sou apaixonada por contos. Também curto literatura erótica. Melhor seria dizer os gêneros que não curto [chick-lit, espírita, auto-ajuda, eróticos da 'classe 50 tons'] mas ultimamente venho fazendo algumas exceções... 



5 - Além de ler, o que você gosta de fazer para passar o tempo?ver filmes, namorar, visitar minha família, escrever, comer, dormir... rsrs



Os blogs que indico para  responder a tag:

E quem mais quiser fazer. :D
Em breve, postarei uma novidade ótima para o blog. Aguardem...

Resenha do Mês [Fevereiro] - Selvagens

| 08 março 2014 | 12 Comentários |
Bem, leitores queridos. Finalmente trago a vocês a Resenha do Mês. Selvagens, de Don Winslow, publicado pela Ed. Intrínseca foi minha melhor leitura de Fevereiro. O livro é sensacional, a começar pela capa [sim, eu curti esse estilo Tarantino dela rs]. Ganhei esse livro como presente de uma amiga muito querida [Whellyn]. E assim que tive chance parei pra ler. Foi uma leitura deliciosa, e meu primeiro contato com Winslow não poderia ser melhor. Eu já tinha ouvido falar do filme, mas não assisti [ainda]. Quando vi o livro, pirei. E ela resolveu comprar na hora pra me dar. o/





Selvagens é sobre dois amigos e sua garota [sim, eles são muito amigos a ponto de dividirem o amor entre si], que vendem drogas. A melhor droga da sua região. Com tanto dinheiro entrando em caixa, logo eles começam a chamar a atenção de seus inimigos, o Cartel de Baja, no México. Ben e Cho não pretendem aceitar a proposta que o cartel fez a eles, e como o Cartel percebe que não vai conseguir lucrar em cima dos dois amigos, resolvem sequestrar a namorada deles, Ophelia, carinhosamente chamada de O. O resultado disso é que eles precisam correr contra o tempo, enfrentar muitos caras mal-encarados para tentar salvar a vida de O, impedindo que seu pescoço seja decapitado pelo cartel...

A ação do livro é excelente e para quem curte um gênero estilo Tarantino, vai se impressionar com a narrativa. [Sim, vocês já devem ter percebido que eu amo Quentin u.u] Os protagonistas são bem diferentes um do outro. Enquanto Ben é mais 'civilizado' e 'diplomata', Cho é quem faz a sujeira e joga por baixo do tapete. Ele age mais com a razão e Ben age mais com a emoção e prudência. O seria uma espécie de elo entre os dois. Ela é do tipo de mulher quente, que não vive sem sexo, e que leva a vida se divertindo. Mas não achei que fosse uma personagem fútil. No início eu não gostava dela, mas ao longo do livro percebi que ela é parte fundamental da relação entre Ben e Cho. É como se ambos não pudessem sobreviver sem O em suas vidas. 

Há outra mulher que se destaca na trama, ela se chama Elena. Elena é poderosa, chefe do cartel e tem uma penca de homens como seus subordinados. Nada pode dar errado em suas negociações. Ela cede territórios a fim de ganhar aliados. E seu império é vasto. 

"Quando Elena Sanchez Lauter assumiu a liderança do cartel de Baja, muitos dos homens imaginaram que, por ser mulher, ela fosse fraca. A maioria desses homens está morta hoje."

Por esse trecho o leitor percebe a fibra da mulher. Miguel Arroyo, ou "Lado" é o braço direito de Elena. A parte em que pessoas perdem as cabeças por decapitação é com ele. Vocês podem imaginar como é violento o universo dos carteis de drogas mexicanos. Quem nunca ouviu falar sobre isso, aconselho a buscar no youtube alguns vídeos a respeito. Mas aviso: só quem tiver estômago forte. [Meu namorado vive me mostrando essas coisas... e sim, eu vejo sem querer vomitar...] Mas voltando a Elena. Ela tem fraquezas. Assumiu a liderança do cartel porque era a única pessoa da família que poderia fazer isso. Tem uma filha da idade de O., que é muito problemática. Seu marido foi morto, o mesmo ocorreu com seus irmãos. Vive num ninho de cobras, e se ela perder a 'pose', pode perder outras coisas além... A solidão é sua companhia. Tem várias casas, e ninguém pra desfrutar de seu conforto nelas. 

Lado é violento, não teme matar quem quer que seja para garantir o sucesso de seus negócios. E a caçada que Bem e Cho estão fazendo com seus homens para resgatar O está lhe tirando a paciência. Ele precisa pôr as mãos nesses dois, mas a forma como eles estão agindo não deixa provas concretas de seus atos. Lado precisa esperar pra dar uma lição em ambos. Em paralelo, O. é bem tratada [na medida do possível para uma sequestrada] e anseia que seus amigos a libertem. Ela ama Ben e Cho por igual. Não saberia viver com um sem o outro. Eles formam o trio perfeito, e nas poucas vezes que pode manter contato com eles, pra provar que está viva, ela nutre esperança de que eles a tirem daquela enrascada... 

Bom, eu poderia falar sobre todos os personagens mas isso iria tirar a graça do livro. Poderia me aprofundar mais no enredo mas não creio que isso seja possível sem revelar o clima de suspense da trama. Então, leiam e tirem suas próprias conclusões. Adrenalina, suspense e ação formam uma combinação perfeita para a escrita de Winslow. Selvagens é um Thriller de tirar o fôlego até a última página. O leitor vai se apaixonar, certamente... 

O livro é composto de capítulos curtos, diálogos carregados de ironia e sarcasmo. É um livro envolvente. 

"Chon divide o mundo em duas categorias de pessoas:
Ele, Ben e O.
Todo o resto. Ele faria qualquer coisa por Ben e O.
Por Ben e O. ele faria qualquer coisa a Todo o Resto.
Simples assim."

O desfecho é chocante e surpreendente. 5 estrelas porque não tem como dar mais que isso. Acredite. Você VAI querer ler e NÃO vai se arrepender...

[quentes] Noites Italianas...

| 07 março 2014 | 7 Comentários |
minha edição...


Esses dias fiz a leitura de Noites Italianas, obra baseada na história real da autora, Kate Holden, em que ela discorre sobre seus casos amorosos durante a estadia na Itália. O que posso dizer é que me encantei com a escrita apaixonada de Kate, de como ela fala sem preâmbulos sobre situações quentes em que se envolveu com tamanha naturalidade, e que às vezes nem percebemos que se tratam de relações sexuais... Kate escreve de forma poética e por várias passagens, me identifiquei com seus pensamentos e reflexões... 

"Ela veio à Itália em busca de três coisas: Roma, românticos e romance. Quatro coisas. Veio em busca de si mesma também." 

Em busca de liberdade, Kate passeia pelas ruas de Roma, Nápoles e conhece homens apaixonantes, dispostos a oferecer-lhe companhia, enquanto o homem com quem ela está envolvida a deixa para escanteio, alegando problemas no trabalho e com a esposa. Kate se sente perdida em meio a cidade, e em suas andanças conhece pessoas com as quais vai se envolvendo. O livro se divide em 7 capítulos, e cada um deles Kate fala sobre a aventura vivida com alguém diferente, mas volta e meia, entre os capítulos, fantasmas do 'evento anterior' ressurgem... 

"Inconstante, instável, autodestrutiva. Sim, foda-se, sou." 

O primeiro romance de Kate no livro é Jack. Casado e ausente, Kate é muito apegada a ele. Mas isso não a impede de se envolver com outros e Jack não permite isso. Então, ela se encontra às escondidas com outros homens. Primeiro Guido, depois Massimo [irmão de Guido] e um amigo seu, Rufus. Cada um deles tem características únicas, sorrisos marcantes e tratam Kate de forma especial, fazendo-a sentir-se desejada. Mas esses homens também tem outras mulheres, esposas, amantes... Kate vai se envolvendo e se sentindo cada vez mais só... Sua busca incansável por compreender a si mesma a leva a caminhos tortuosos, relações com amigos, inclusive, e a fatal recaída nas drogas, embora tenha sido apenas uma vez...

Com direito a sexo a três, e em mais de uma ocasião, a leitura pode parecer vulgar, mas passa longe disso. Kate veio de Melbourne, na Austrália. Foi prostituta, usou heroína, e ao contar sobre seu passado a seus amantes, tenta de alguma maneira ser aceita 'apesar de'. A aceitação é importante para ela, e ela se frustra quando decepciona algum de seus companheiros, por vezes ela se sente usada, julgada como promíscua... Mas Kate é solteira, dona de seu próprio nariz, já se submeteu a coisas mais 'ultrajantes', por que não deveria se divertir quando tem vontade? Apesar do medo de ser rejeitada, Kate não para, e vai somando mais gozo à sua cama...

Qualquer lugar é cenário para uma transa. Kate usa o telefone enquanto se masturba, amassa a lataria de um carro na rua, enquanto é erguida sobre ele, se envolve com o amigo que lhe dá abrigo... Não há limites. Festas, almoços, jantares, apartamentos estranhos com completos desconhecidos, tudo é motivo de sexo para Kate. Mas não pense que o livro se torna um mero clichê por causa disso. A autora sabe conduzir a história sem cair no 'lugar-comum'. O leitor passa a torcer pela protagonista, pra que tudo dê certo pra ela.

Particularmente, achei o livro fantástico. Só me frustrei um pouquinho com seu desfecho. Não vou entrar em detalhes a fim de não cometer spoiler, mas a entrada de "Donatella" poderia ter sido melhor aproveitada. Achei que a partir daí, a escrita de Kate decaiu um pouco... Não sei se a premissa me pareceu algo e fiquei na expectativa, e no decorrer desse capítulo me deparei com algo totalmente diferente do que eu almejava, ou se realmente não curti o clima da relação das duas personagens, com o terceiro 'elemento'. Mas ainda assim, o final foi satisfatório... 

"Bem, ela irá livre para casa agora. Você é tão livre. Pulsações profundas de pesar se tornam um ritmo, uma dor quente. Salgadas como sal. Ela se vê quase feliz." 

É uma leitura envolvente, sensual, e deve ser saboreada, de preferência, com uma taça de vinho na mão...
Noites italianas é mais um lançamento da Ed. Novo Conceito.



Sobre a autora: 


Kate Holden é natural de Melbourne, Austrália. Nascida em 1972. Formada em Estudos Clássicos e Literatura na Universidade de Melbourne. Antes de escrever livros, já lavou pratos, trabalhou numa livraria e foi modelo de cabelo. Trabalhou como Profissional do sexo. Após a publicação de seu primeiro livro, iniciou uma nova fase na vida. Atualmente é colunista do jornal Saturday Age.




Noites italianas 
Selo: Novo Conceito
Autora: Kate Holden
Ano: 2014
272 páginas.
Preço sugerido: R$29,90
Auto biografia, biografia, Não-ficção



2 gatos, 2 vizinhos, 1 amor...

| 05 março 2014 | 6 Comentários |
livro e marcador...


Eis uma história rápida, leve e graciosa. O amor mora ao lado, da autora Debbie Macomber e publicado pela Ed. Novo Conceito nos leva para o cotidiano de uma mulher, Lacey Lancaster, que vive num apartamento com sua gatinha Cléo, e vez ou outra, acaba ouvindo pela parede o vizinho brigar com a namorada. A amizade de Lacey com sua gatinha é a premissa de uma bela história de amor. O problema é que Lacey vem a um bom tempo tentando se curar de uma separação dolorida, e mesmo após ter sido abordada pelo tal vizinho, nunca lhe dá oportunidade de aproximação, ainda mais por saber que ele tem uma companheira, mesmo que vivam brigando. Lacey acha o comportamento de Jack inadequado por conta disso. Ela não está disposta a se render a outro relacionamento sabendo que pode se machucar por isso. 

Jack tem um gatinho chamado Cão, e eis que Cão se aproveita de uma distração de Lacey e 'namora' Cléo. O resultado é que agora Lacey quer que o dono do gato tenha o dever de ajudar nas despesas dessa barriga de Cléo, afinal, foi seu gato quem a engravidou. Mal sabia Lacey que o destino dela com Jack seria se envolver com Jack graças ao 'namoro' de sua gatinha com o gato do vizinho... Nesse ínterim, descobrimos um fator crucial sobre a namorada de Jack, e ambas acabam se tornando grandes amigas. O problema que Sarah está tendo atualmente aconteceu também a Lacey no passado, quando se separou de seu ex-marido. E ela acaba ganhando motivação de seguir em frente com Jack. Pode parecer meio confuso mas no decorrer da leitura você vai entender a posição de Sarah na história. Basicamente, o livro trata sobre a relação entre os dois vizinhos, os traumas amorosos de Lacey e as peripécias dos dois gatinhos. 

Debbie Macomber faz do livro uma aventura breve, em que uma rápida descansada num sofá é o suficiente para concluir suas pouco mais de 130 páginas. Já havia tido contato antes com a autora, ao ler Anjos à mesa e pude concluir disso que sua escrita é deliciosa, descompromissada e ainda assim, prende a atenção do leitor. Não espere uma trama mirabolante cheia de reviravoltas. Ela trata do cotidiano de pessoas comuns de forma suave, com pitadas de humor, mas nada muito exagerado. Se você está em busca de uma leitura rápida, que sirva para distrair, Debbie Macomber é uma boa pedida... 

Um ponto positivo a acrescentar é que ao ler o primeiro capítulo, o leitor não vai mais parar de ler até seu desfecho. A diagramação do livro é simplesmente encantadora, pois traz imagens de gatinhos nos inícios e fins de cada capítulo. No final, a autora nos presenteia com algumas receitas de petiscos para felinos. 
Ainda de Debbie, pretendo ler A pousada Rose Harbour, espero ter a oportunidade um dia desses...
Bom, espero que tenha curtido a resenha. Se tiver a chance, não deixe de ler O amor mora ao lado. Ótima dica para aqueles dias entediantes, ou para se ler entre livros mais densos... 

Beijinhos entorpecedores... ^.~

Livros que comprei em Fevereiro/2014

| 04 março 2014 | 7 Comentários |
Bem, pessoal. Cá estou eu em mais um post sobre as compras de Fevereiro, e confesso que eu me surpreendi com minha força de vontade nesse mês. Consegui comprar UM livro. Pra não dizer que não comprei mais nada alem disso, incluo na lista uma HQ de Before Watchmen - Coruja, que comprei pela Estante Virtual, e falei dela no outro post, sobre os Correios do mês... E a HQ Os julgamentos de Loki


O livro comprado foi A corista e outras historias, de Anton Tchekhov, da L&PM Editores, da coleção 64 paginas. No dia que encontrei minha amiga do Leitor Cabuloso, na Livraria Saraiva do shopping RioMar, em Recife, não poderia sair da livraria sem comprar nada, e paguei apenas R$5.00 nele. Pelo preço, amo essa coleção.
Watchmen custou R$16.80 [incluso o frete.]

imagem de capa retirada do google, preguiça de tirar photo da minha...

Os julgamentos de Loki foi minha última aquisição, aos 45 do segundo tempo [Sim, comprada dia 28/02], na banca de revistas, e custou 19,90. 
Até agora estou conseguindo manter minha meta de comprar poucos livros por mês hehe

Beijinhos entorpecedores... 

Dias [não tão melhores] virão...

| 01 março 2014 | 5 Comentários |

Tive várias leituras produtivas nesse mês de Fevereiro e algumas fogem completamente do estilo ao qual estou habituada. Antes de desanimar, encaro como um desafio ler algo que não tenho hábito, ou que possua uma temática tão diferente dos gêneros que gosto. Dias melhores virão, da autora Jennifer Weiner, publicado pela Ed. Novo Conceito, certamente foi uma delas. Antes de mais nada, devo adiantar: não é um livro ruim. A leitura segue um pouco parada no começo, mas em certa parte ele engrena e você consegue terminar torcendo pelo desfecho da protagonista. 

Ela se chama Ruth, e quando pequena, sofreu um grave acidente de carro, tendo perdido seus pais e sofrido sérios machucados que desfiguraram seu corpo e rosto. Após uma série de cirurgias e sendo cuidada pela mãe de sua mãe, Ruth cresce sem maiores problemas do que os que já tem. Sua avó cuidou dela com muito carinho, e hoje tem uma neta que escreve roteiros para televisão. A história do livro gira em torno de uma contratação para filmar um piloto para TV, em que Ruth conta a história de uma mulher comum, que foi criada pela avó, numa espécie de comédia, que serviria para levar ao público sua própria história e que ajudasse as pessoas que se sentem incapazes de que elas podem subir na vida, se identificando com sua protagonista. Quando recebe a ligação para filmar o episódio, Ruth fica muito feliz. Mas passados alguns momentos, ela começa a perceber que aquele projeto não será em nada parecido ao que ela esperava realizar...

Em paralelo com as desventuras de Ruth no meio profissional, ela conta sobre seus [poucos] casos amorosos que não deram certo e ela acredita que tudo se deve a sua aparência 'monstruosa'. Sua avó arruma um namorado, e planejam um casamento. Ruth se sente abandonada, pois terá que viver sozinha quando sua avó se mudar pra casa do futuro marido. Seu namorado acaba o namoro com ela. Ela havia tido uma paixonite no meio do trabalho e traumatizada, teme estar se apaixonando por mais um colega de profissão, um produtor boa-pinta que vive numa cadeira de rodas. 

Quando o elenco é escalado para gravar o piloto, as escolhas de Ruth sofrem 'modificações'. A história terá que ser reescrita e adaptada em alguns trechos, e o que acontece é que o roteiro inicial é praticamente anulado, substituído por outro que foge em muito na proposta dada por Ruth. E isso a decepciona. A imagem da avó fica caricaturada demais, e ela teme que ela se magoe em ver-se tão vulgarmente retratada. Os atores que ela queria que atuassem foram dispensados, pois não tem uma imagem 'muito conhecida'. Os que foram escolhidos, atores de renome em Hollywood, vão mostrando as facetas artificiais e arrogantes que Hollywood tenta esconder. Pessoas vazias, sem conteúdo. Apenas a imagem que a mídia cria sobre eles é o importante. Ruth, que desejava emplacar um programa sobre o cotidiano de pessoas comuns que vencem na vida, tem que se contentar com o falso glamour de 'estrelas vendidas'...

E o livro tem uma narrativa até interessante sobre a temática. Achei a experiência válida, mas acredito que o livro seja para um público que goste desse tipo de história... Outro fator que achei interessante no livro é que a autora entremeia o lado profissional de Ruth com suas neuras e confusões de uma mulher ['defeituosa'] caminhando para os 30 anos, e tentando se estabilizar. Funciona também como uma crítica a mídia televisiva, que trata seus 'funcionários' de forma descartável. Para alcançar o status que o 'público' quer ver na tela, o ator precisa às vezes ser apenas uma marionete bajuladora, ou seguir os padrões impostos pela TV. Nada é o que parece, e isso se reflete principalmente na parte burocrática, nos 'bastidores' da situação, em que empresários e produtores se engalfinham a fim de vender seu produto de maneira unicamente profissional, mesmo que pra isso, a qualidade do roteiro seja péssima... A beleza é o ponto chave, se você fugir do padrão hollywoodiano, você não vai muito longe... Imaginem a situação de Ruth, sendo tratada como um 'monstro' por causa das cicatrizes enormes que estampam um dos lados de seu rosto... 

Em suma, é válido ler, caso você não espere algo mirabolante ou extraordinários. É possível retirar alguma lição da história, leia de forma despretensiosa... Quem sabe você consiga até se identificar com a própria Ruth Saunders... 

Espero que tenham curtido a resenha. Até a próxima... ^.~

╬† Literatura no Mundo ╬†

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