Correios [Envios e recebidos] - 14

| 30 junho 2014 | 8 Comentários |
Gente, esse mês a minha caixinha de correio foi fantástica, pois a maioria do que chegou foi o que ganhei em promoções pelo Facebook. Ando com uma sorte 'arretada', como costumamos dizer aqui em Pernambuco *risos* Pois é, junho trouxe sorte pra mim... 


Participei de uma promoção da Fan Page da minha autora parceira Amanda Marchi, e acabei sendo uma das 10 ganhadoras. Meu prêmio: um exemplar de A garota da casa grande + marcadores. Como já tinha um exemplar do livro que recebi por causa da parceria, acabei sorteando esse segundo exemplar que recebi, e fiquei com os marcadores pra mim... 



Fui uma das 3 ganhadoras da promoção da Fan Page Cinema e Prosa, e recebi em casa a HQ de Azul é a cor mais quente [já resenhada aqui no blog], um cd da trilha sonora do filme Na natureza selvagem [simplesmente perfeito], e 3 filmes de Jean-Luc Godard [Para sempre Mozart, Alphaville e Tempo de guerra]. 



Fiz uma compra básica pelo Submarino. Estavam pela metade do preço, mas o frete me 'quebrou' um pouquinho... De qualquer forma, eu não conseguiria achar outra chance de trazer pra casa um exemplar de Hilda Hilst por menos de 15 reais... Cada um me custou R$12,50... Mais detalhes no 'Livros comprados do Mês de Junho'...



Ganhei do meu professor [e amigo] Alberon alguns livros, numa visita que fiz a ele. Já li três, ainda pretendo ler os de Tolkien em breve... Essas edições dele são lindas...


  • Contos Inacabados - J. R. R. Tolkien
  • O Silmarillion - J. R. R. Tolkien
  • Amor - Isabel Allende
  • O senhor das moscas - William Golding
  • Viagens de Gulliver - Jonathan Swift

Recebi uma cartinha linda de Pathy, minha amiga do Dose Literária. Ela me enviou um pôster lindo de Game of Thrones, um postal, algumas folhas de lista cultural [que serão bem úteis pra anotar recomendações de várias coisas] e dois marcadores, da última remessa de marcadores feitos à mão, pela nossa saudosa Eni... Lembranças que guardo a sete chaves... além de uma cartinha super fofa, claro. Amo receber cartinhas das meninas do DL...



Fui sorteada na promoção da Fan Page Leitores do Brasil, e recebi em casa o livro Destrua este Diário, de Keri Smith. Confesso que li rápido, mas não fiz quase nada do que tem nele... algumas coisas não serão realizadas, mas boa parte delas sim... quem sabe eu faça um post algum dia contando sobre as etapas de destruição... 


Bom, por enquanto é isso... E já tenho algumas coisas a receber agora em julho, de promoções que ganhei, inclusive. Aguardem! ;) 


Resenha do Mês [Junho] - Minha querida Sputnik

| 28 junho 2014 | 6 Comentários |
Terminei a leitura deste livro e ainda estou com a sensação de confusão mental que ele me despertou... Não foi o melhor livro que li na vida, mas em meio as leituras desse mês, ele certamente foi o que me causou uma sensação maior de desconforto e estranheza, seguidos de um peculiar fascínio por sua história... 

Minha querida Sputnik é minha estréia com o autor Haruki Murakami, publicado pela Ed. Companhia das Letras. Fala de um triângulo 'amoroso' platônico, entre K. [nosso narrador], Miu e Sumire. K. é apaixonado por Sumire, são amigos de longa data mas ela nunca olhou pra ele da mesma forma que ele a olha, apesar de gostar bastante da companhia dele. Miu é uma mulher que surge na vida de Sumire para abalar suas estruturas, e que desperta [mesmo sem a intenção disso] uma paixão e desejo muito intenso em Sumire. Miu é casada, tem quase vinte anos a mais que Sumire mas esta não se importa, e quando recebe o convite para trabalhar com Miu, não recusa. Pouco tempo depois, ambas partem para uma viagem a negócios pela Europa e numa bela noite, K. atende o telefonema de Miu, pedindo que ele viaje até uma ilha na Grécia, para ajudá-la a encontrar Sumire, que desapareceu como num passe de mágica... 

A construção da história é basicamente essa, mas o que me deliciou na leitura foi a narrativa na visão de K., um professor tímido, que tem uma amante, mãe de um de seus alunos, mas que tem o coração preenchido por Sumire. Tive uma identificação em alguns aspectos com a própria Sumire, além de achar o envolvimento dela com Miu bastante verdadeiro. Miu é o tipo de mulher prática, que precisou logo cedo assumir as rédeas dos negócios da família e sente um carinho especial por sua 'secretária', embora não seja da forma como Sumire gostaria... A relação entre os personagens oscila entre o indiferente e o intenso... 




"no fundo não passávamos de duas massas solitárias de metal em suas próprias órbitas separadas. A distância, parecem belas estrelas cadentes, mas, na realidade, não passam de prisões, em que cada uma de nós está trancada, sozinha, indo a lugar nenhum. Quando as órbitas desses dois satélites se cruzam, acidentalmente, podemos estar juntas. Talvez, até mesmo, abrir nossos corações uma à outra. Mas só por um breve momento. No instante seguinte, estaremos na solidão absoluta. Até nos queimarmos completamente e nos tornarmos nada."
Outro ponto interessante a ressaltar são as referências sobre Jazz e Jack Kerouac, da qual Sumire é apaixonada. Ela pretende escrever um livro mas suas idéias - quando jogadas no papel - se tornam confusas. O clima de suspense sobre o paradeiro de Sumire na ilha grega faz o leitor devorar os capítulos em busca de respostas... Algo como sonho e realidade se mesclam nessa parte do livro, em que Miu e K. tentam desesperadamente encaixar os acontecimentos a fim de explicar aos outros [e a si mesmos] sobre o paradeiro da garota... Não revelarei o desfecho e deixo para você ler a obra descobrir se Sumire retorna ou não... 

Murakami me enfeitiçou e pretendo ler outras obras dele... Indicações? Deixe nos comentários ;)

O cotidiano decadente de Havana na obra de Gutiérrez - O insaciável homem-aranha

| 24 junho 2014 | 6 Comentários |
Quem me conhece sabe que gosto de uma narrativa suja, degradante, que aborde o cotidiano infeliz do personagem de maneira desesperançada e resignada, mas sem perder o sarcasmo e bom-humor, bem no estilo Bukowskiano de ser. Então, não é surpresa que, ao ler O insaciável homem-aranha [calma, nada a ver com o super herói do quadrinho], do autor Pedro Juan Gutiérrez [já falei dele aqui], fosse ficar excitada com o livro. 

Publicado pela Ed. Companhia das Letras, o livro é uma viagem quase autobiográfica ao universo do narrador/autor, que se utiliza de contos para discorrer sobre sua rotina em um lugar cheio de miséria e pobreza, em Cuba. Personagens que só pensam em sexo e bebidas, em meio a falta de oportunidades num país que vive numa eterna ditadura, em que não há dinheiro suficiente pra se comprar carne para comer, e em que o protagonista precisa se apertar em uma multidão para conseguir ossos e "aparas" a fim de garantir a sopa da noite, tudo isso mesclado a sujeira dos becos imundos de Havana, de 'inferninhos' e botecos frequentados pelos tipos mais escabrosos, que tornam a obra um deleite para o leitor que gosta desse tipo de literatura beirando o subversivo.


A história se passa nos primeiros anos do século XXI, e Havana se revela um cenário decadente, propício ao que Gutiérrez pretende descrever. O primeiro conto narra um acontecimento sórdido [leia-se muito sórdido] ocorrido com uma mulher, numa praça deserta em Nova York. No capítulo seguinte, conhecemos Julia, a companheira do narrador, e que aparece nos capítulos/contos subsequentes. A relação entre o casal é morna, perdeu há muito o viço, e volta e meia o protagonista se depara com outras mulheres, em diversas situações sexuais, todas elas contadas de forma despretensiosa e ao mesmo tempo, ousadas. 

"O casamento destrói tudo. Ou eu destruo tudo. Não sei." 

A convivência com os vizinhos, com turistas que aparecem eventualmente em seu caminho, com sua mãe e [poucos] amigos, são retratos da realidade que permeia a cidade, e por vezes o leitor pode se imaginar vivendo nessa atmosfera sufocante regada a cerveja e rum baratas em festas de fim de noite [isso quando a polícia não fecha o local quando o relógio bate meia-noite...]. As calçadas escuras estão apinhadas de casais transando, hétero ou gays, voyeurs se masturbando ao espiar os encontros fortuitos do protagonista com suas amantes. Sombras dançando em meio à escuridão desses locais infectos e ao mesmo tempo excitantes.

E em meio a tudo isso, nosso narrador escreve, e sempre se depara com situações a serem postas no papel. Faz de seu cotidiano uma espécie de diário, e leva o leitor a conhecê-lo de forma mais íntima. 

"Talvez isso tenha me salvado: as bebedeiras, as mulheres, soltar a fúria, mandar tudo à merda, não esperar nada de ninguém. E escrever. Nas madrugadas, bêbado, escrevia contos de tudo o que me acontecia. Era muito divertido. E continuarei. E aqui estou."



Pedro Juan é um escritor cubano, e tem 6 títulos publicados. Entre eles, Trilogia suja de Havana, que já resenhei antes e foi meu primeiro livro lido dele. Foi amor a primeira vista. Costumo me referir ao escritor como o 'Bukowski' cubano, pois sua prosa é deliciosa de se ler, bem no estilo do velho Buk, sujo, depravado e com uma carga de realidade amargurada com pitadas de sarcasmo. Então, recomendo que não deixem de conhecer a 'subversão-literária-sexual-decadente-de-Cuba' nas obras de Pedro Juan Gutiérrez, um cara que foi soldado, cortador de cana, jornalista e hoje vive de escrita e pintura. 

O menino dos fantoches de Varsóvia

| 21 junho 2014 | 8 Comentários |

Histórias de Guerra sempre mexem comigo. Não consigo não me sensibilizar com cada indivíduo em particular, pensar em milhões de mortos como apenas números estatísticos. Quando falo sobre os horrores da Segunda Guerra aos meus alunos, faço com que eles enxerguem a situação pela mesma perspectiva... Ficção ou não, quando me deparo com uma leitura sobre os judeus que sofreram os horrores do Holocausto, é impossível não derramar lágrimas...

Quando vi O menino dos fantoches de Varsóvia entre os lançamentos de Abril da Ed. Novo Conceito, fiquei na expectativa de escolher esse título pra mim, e Karina [do Leitor Cabuloso] me cedeu gentilmente a edição que recebeu. Logo de início não escolhi a obra pra ler de imediato... deixei que ela me chamasse da estante, no momento oportuno... E eis que o momento chegou...

Escrito por Eva Weaver, O menino dos Fantoches de Varsóvia fala sobre a história de Mika, um pequeno judeu que vivia com seu avô e mãe na cidade de Varsóvia, nos anos que precederam a guerra. Quando os alemães nazistas invadiram a Polônia e aprisionaram milhares de judeus no Gueto, Mika estava lá... Seu avô tinha um casaco grande que por ironia do destino ficaria com Mika, e que escondia em seus inúmeros bolsos secretos, um mundo inteiro de fantasias. Seu avô, que gostava de fantoches, deixou de legado para seu neto a arte de contar histórias contadas pela manipulação de suas mãos... e por muito tempo esses fantoches, em especial O príncipe, arrancaram sorrisos em meio a inúmeros rostos entristecidos e abatidos pela guerra... 

Depois que sua família é expulsa de casa, indo abrigar-se no gueto, e com mais pessoas chegando para dividir o já pequeno espaço do apartamento, inclusive sua tia, primo e prima [Ellie], Mika arriscava a vida andando pelas ruas escuras em horários do toque de recolher para fazer pequenas apresentações às crianças do orfanato, e também às do hospital infantil. Crianças que não tinham nada para comer, sem suas famílias e que dependiam da bondade de alguns enfermeiros e educadores para sobreviverem. Mika trouxe um pouco de alento a essas pobres crianças, quando o mundo e os nazistas haviam lhes tirado toda a chance de viver. 

"J de JUDEU. E como uma simples letra era capaz de mudar tudo... Precisávamos dessas carteiras para conseguir as cadernetas do racionamento de comida, mas nossas rações eram pífias - uma fração minúscula do que era concedido à população não judia. Dois pães para o alemão, um pão para o polonês, uma fatia para o judeu. As sopas de minha mãe ficavam mais aguadas a cada dia que passava. Não conseguíamos comprar leite ou ovos, e era impossível comprar carne. Ficou claro que o principal plano alemão era nos matar de fome aos poucos, quilo por quilo." 

Mas então um soldado alemão [Max] surge na vida de Mika. E a alegria que ele tinha de contar histórias para animar seu povo, acabou virando um artifício para salvar a própria vida, sendo obrigado a apresentar para os soldados alemães na parte ariana da cidade, fora dos muros com arames farpados do gueto... Com desconfiança e temendo por sua vida, pois uma resposta ou movimento que parecessem ofensivos poderia lhe garantir uma bala no peito, Mika apresentava suas histórias para aquela platéia odiada, disfarçando seu ódio e pensando numa maneira de escapar daquela tensão... Sua prima Ellie passou a lhe ajudar, e em breve, o grande e pesado casaco serviria para outras coisas além de carregar os fantoches de Mika, e ele arriscou a sua vida inúmeras vezes para garantir a alguns pequenos a chance de sobrevivência do lado de fora do gueto. Numa situação perigosa, Mika se viu abrigando crianças pequenas sob o casaco, entregando-os a pessoas do outro lado do muro, que iriam inserir essas crianças em famílias alemãs, com nomes alemães, para lhes poupar da deportação para os campos da morte...

"A cor que dominava o gueto era o cinza, em todos os seus múltiplos tons; cinza-fuligem, cinza-chuva, cinza-rato, cinza-ossos. Essas eram nossas opções. Cores vivas eram um deleite para os olhos, mas não estavam mais disponíveis para nós, não para judeus como nós. Mais do que as ruas limpas e as pessoas, essas cores que existiam tão perto de nós, logo do outro lado do muro, me causavam dor." 

Nesse ínterim, Mika vai nutrindo uma espécie de tolerância a Max, que o protegia da melhor forma que podia, dos demais soldados alemães. Ele arriscou sua vida, inclusive, quando ajudou Mika a libertar sua mãe e tia, que haviam sido capturadas enquanto Mika tinha saído do apartamento onde viviam. Quando as deportações começaram, Max se despediu com tristeza daquela criança judia que lembrava seu próprio filho, Karl, a quem tinha deixado numa plataforma de trem em sua cidade natal, quando a guerra começou e o dever militar lhe chamou... 

A diagramação do livro é um show a parte. Cada início e fim de capítulo traz imagens de arame farpado, semelhantes aos da capa do livro... Ele é dividido em três partes: a primeira é a narrativa de Mika, já na velhice, contando para seu neto a história de sua vida, e de como tinha chegado a América, sobrevivendo à guerra, depois de ter perdido tudo, e sobrado apenas o casaco e os fantoches de seu avô. A segunda parte do livro fala da trajetória do soldado Max, no período pós-guerra, de quando passou anos prisioneiro nos gulags [campos de trabalhos forçados na Sibéria]. 

"Naquela noite, enquanto se encolhia num abrigo improvisado, mastigando um pedaço de pão seco, as lágrimas lhe arderam nos olhos. Não seria tão doloroso perder aqueles dedos entorpecidos, mas se sentia esgotado pela crueldade implacável da Sibéria como jamais se sentira antes. No fim da primavera, seus dois dedos enegrecidos se soltaram do pé como folhas secas. Naquele momento, o frio já não era mais tão forte e a neve já estava derretida."

Ele narra seu arrependimento por ter feito mal aos judeus, lembra de Max e seus fantoches, de seu filho e esposa, de como o sofrimento que passa agora é apenas o reflexo do que ele mesmo infligiu a milhares de judeus. A única coisa que faz com que permaneça vivo e não desista, é o fantoche Príncipe, que Mika lhe dera a fim de tentar salvar sua mãe. E logo os demais prisioneiros constroem seus fantoches e distraem a mente das torturas e trabalhos pesados a que estão sendo submetidos, num país frio demais, sem alimentos adequados, sendo torturados e mortos [como tantos deles fizeram com os judeus no gueto e nos campos de concentração]. Juro que enquanto lia essa parte, pensei que muitos soldados alemães guerrearam por seguir ordens, e que nem todos compactuavam com os ideais nazistas. Senti pena desses desgraçados, mas eles só estavam pagando por todo o mal que fizeram antes... ['A César o que é de César...'] 

"Nós também forçamos pessoas a trabalhar até a morte em nossos campos de concentração - respondeu Max. - Aqui se faz, aqui se paga, é o que dizem." 

A terceira e última parte do livro é sobre o reencontro de Mika e seu fantoche mais precioso: O Príncipe. Como se dá esse encontro eu não posso revelar, pois seria estragar o envolvimento com a leitura, mas posso garantir que a autora soube conduzir a história com uma sensibilidade tocante, que vai fazer o leitor se emocionar em vários momentos... É uma leitura que recomendo a todas as pessoas que gostam de sentir um soco no estômago ao ler histórias com temática tão pesada, e ao mesmo tempo - eis um paradoxo - carregadas com um pouco de esperança... O menino dos fantoches de Varsóvia trata de [des]humanidade, dor, [des]esperança, redenção e reparação.. 


Tag dos cinco títulos

| 20 junho 2014 | 7 Comentários |
Vi essa tag no Blog da /maura e achei muito bacana, por isso resolvi fazer aqui. Eu sou a louca das tags, sério. E quanto mais criativa, ou que eu nunca tenha visto antes, já dá vontade de fazer. Muitos consideram tags como 'posts tapa-buracos'. Que seja, eu faço porque gosto, e acho que com elas, acabamos encontrando títulos interessantes, e aí você vai procurar saber mais sobre aquele título, e acaba lendo. 
Enfim...

imagem retirada do blog Resumo da Ópera

Ela consiste em responder 5 perguntas com títulos de livros e por último, você forma um título novo, usando as palavras dos livros escolhidos para isso.


1- Qual o maior título que você já viu/tem na estante?
Caderno de Rabiscos para Adultos Entediados no Trabalho, de Claire Fay.

2- Qual o menor título que você já viu/tem na estante?
Pulp, de Charles Bukowski.

3- Um título que não tenha absolutamente nada a ver com o livro.
Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa, de Carol Rifka Brunt. Até agora não entendi o porquê desse título, mas pretendo descobrir quando ler...

4- Um título que descreve perfeitamente o livro.
On the Road, de Jack Kerouac.

5- Um título irritante.
Linha Reta e Linha Curva, de Machado de Assis. Sei lá, não curto esse título. *risos*

6- Combine todos os títulos escolhidos e forme seu próprio título.
Vai dar uma combinação excelente... [só que não]
Pulp, diga aos lobos que estou em casa, pois vim da linha reta e linha curva, na on the road, fazendo anotações no caderno de rabiscos para adultos entediados no trabalho.


Vou adorar saber quais seriam as respostas de vocês.
Indico:

Garotas de Tóquio

| 18 junho 2014 | 9 Comentários |

Garotas de Tóquio é uma Graphic novel erótica, criada por Frédéric Boilet, um francês que encontrou no Japão a temática perfeita para suas histórias... O livro é composto de sete histórias sobre seus encontros com garotas, a quem ele desenha e se envolve... Através de anúncios, as 'modelos' se candidatavam para serem desenhadas nuas pelo quadrinista...
Comprei essa edição por apenas R$4,90 no Submarino, pois estava em promoção e não me arrependi nem um pouco. Dono de um traço belíssimo, Boilet nos apresenta o realismo fantástico das cenas, bem como a sensação do leitor fazer parte do conto em si, como expectador, e se envolver com as nuances e sensualidade de suas páginas... 
Outro ponto forte a ser ressaltado são as expressões das garotas retratadas, o traço bem-feito do artista, que excita quem folheia a HQ e os diálogos quase nulos em boa parte dos contos, pois as imagens falam por si só, em vários momentos...


Eu tive contato com esse quadrinho em PDF, e na primeira oportunidade comprei meu exemplar. O prazer de [re]ler tocando as páginas foi incrível... Acabei comprando um exemplar para o meu namorado também, que amou o presente [ele é fã de mangás, erotismo e afins]. Os contos que mais gostei foram E o vento levou... até as periquitas violetas, Uma história quase sem palavras e Um belo mangá erótico. São sete contos bem desenhados e envolventes...

Não tenho muito a falar pois se trata de uma obra curta, 80 páginas. Mas é um prato cheio para os aficionados por literatura erótica, seja em prosa, ou em quadrinhos... Recomendo... 




I Roda de Leitura em Paudalho/PE

| 17 junho 2014 | 10 Comentários |
Eis que o Encontro de leitores que organizei com a ajuda de um amigo [Dh] aqui na cidade onde moro aconteceu. O dia estava chuvoso, iria ser numa praça aberta, e eu não contava que fosse aparecer alguém. De repente, o sol abre, e quando chego ao local, haviam umas pessoas esperando... Depois de uma meia hora do horário combinando, chegaram mais pessoas e a gente começou a papear sobre o que mais gostamos: livros. 

Feitas as apresentações [algumas pessoas eu não conhecia], abri o bate-papo falando sobre meus gostos literários, e pedi para que cada um dos presentes falasse sobre como conheceram o maravilhoso mundo dos livros. Saiu de tudo: lit. espírita, auto-ajuda, romances, clássicos, quadrinhos, mangás, best-sellers... Foi bem interessante ver o quanto o mundo da literatura é amplo e abrange qualquer gosto... 


Falamos também sobre o livro que foi posto em pauta no facebook: A culpa é das estrelas. Eu achei que todos ou a maioria tinham lido, mas alguns só viram trechos na internet. Os que leram, tiveram opinião como a minha [não curtiram muito] e apenas uma garota adorou o livro. Bem, achei que a maioria tinha gostado, fiquei até surpresa na hora do debate *risos*


Falamos também da importância de livros infantis, de como é importante fazer os pequenos lerem desde cedo, de adaptações cinematográficas, Nicholas Sparks, Maze Runner, Jogos Vorazes, José de Alencar,  Machado de Assis, leituras de escola, bibliotecas, sebos, locais próximos a Paudalho para se comprar livros, dei dicas de onde comprar os livros, enfim... foi uma tarde muito agradável, com gente bacana, numa faixa etária de doze a trinta e poucos anos. Em determinado momento a homofobia foi comentada [na hora que falei do livro A garota da casa grande, que seria sorteado também] e percebi que respeito é bom acima de tudo, e que as pessoas presentes tem bastante consciência disso. 

os ganhadores dos sorteios
                                       

E pra melhorar tudo, ficou combinado de marcamos um segundo encontro, daqui a um mês. Já separei alguns livros meus para serem sorteados no dia, e decidimos que iremos falar sobre a Rainha do Crime: Agatha Christie. Essa semana vou colocar a enquete no Evento do Facebook para escolherem qual o título dela a ser discutido. Me surpreendi com a escolha, pois notei que todos se interessaram em conhecer a obra da autora [que é uma das minhas preferidas].

Anunciei que haveriam sorteios. Como havia falado neste post, tinha dois livros para sortear + 2 kits de marcadores/livretos. Tinha falado anteriormente que as pessoas poderiam levar livros pra trocar por lá, mas como poucas pessoas levaram [eu e mais um rapaz], acabei sorteando os dois exemplares também, seguindo o exemplo de Danilo, que doou três livros pra sorteio. Então, ao todo, foram nove pessoas que saíram com alguma coisa do Encontro... E pra não deixar ninguém de mãos abanando, distribuí livretos do livro Teorema de Mabel[alguns ficaram muito empolgados pra conhecer a história]. 

Bem, eu gostaria de agradecer, em especial, a Thais, do blog Amiga da leitora, que deu uma força divulgando em sua FanPage o encontro. Muito obrigada por acreditar em mim, flor. 
Queria agradecer a todos que compareceram [alguns tiveram que sair mais cedo e por isso não estão nas photos]. Agradecer a Dh, por me ajudar a organizar, a Danilo, por doar 3 exemplares para sorteio. Enfim... 

Estou muito grata pela tarde passada com vocês, e espero que nos próximos mais pessoas participem, pois é muito importante incentivar o hábito de leitura nas pessoas. Meu agradecimento especial ao parceiro Matheus Ferraz, que disponibilizou um exemplar de Teorema de Mabel e os livretos para serem distribuídos. E quem não pôde ir dessa vez, não desanime, e prepare-se para conhecer o mundo de suspense da Rainha do Crime, Agatha Christie... 


esses também acabaram ganhando livros... 


Até a próxima Roda de Leitura em Paudalho, pessoal... ^.~

Tag: Qual é o livro?

| 14 junho 2014 | 7 Comentários |
O Dose Literária indicou o blog pra responder uma TAG que achei muito boa pra fazer aqui, e quero já agradecer a Pathy pela indicação. Vocês precisam descobrir qual o livro que estou falando, por meio de dicar... Essa tag foi criada por Guilherme Almeida, do blog Um livreiro sonhador



As Regras são simples: A pessoa precisa ir de olhos fechados em sua estante e escolher um livro, só não vale escolher o título, tem que pegar sem ver, pois faz parte da brincadeira. Depois, é só responder à 10 perguntas sobre o livro e indicar 10 blogs a fazerem também a brincadeira.  Quando houverem vários palpites nos comentários, eu faço um post revelando qual foi ele, ok?


~ As dicas

  1.  Quantas páginas tem o livro? 234
  2. Qual a cor predominante na capa? preto e azul.
  3.  Qual a editora? Ed. Abril.
  4.  Qual o gênero? Romance. 
  5.  Faz parte de uma trilogia/saga? não. 
  6. É autor ou autora? autor.
  7. É de autor(a) brasileiro? não, inglês. 
  8. É um livro muito conhecido? creio que sim...
  9.  É um best-seller? na época que foi lançado, sim...
  10. Tem adaptação cinematográfica? sim, uma nos anos 60. 

Vamos ver se vocês conseguem adivinhar, hen? 
Daqui a um mês revelo a resposta. Participe. 

Os blogs que indico são 

quem mais quiser fazer, fique a vontade... ;)
Beijos. 

I Roda de Leitura em Paudalho - PE + Torpor Notícias...

| 13 junho 2014 | 7 Comentários |
Bem, aqui em minha cidade [Paudalho, não-tão-interior-assim de Pernambuco], eu nunca consigo encontrar alguém bacana pra discutir sobre literatura. As pessoas, em sua maioria, vêem o hábito de ler como uma obrigação da escola, e desconhecem o prazer de saborear uma história. Cidade pequena é fogo... Mas pelo facebook, entre meus contatos, vejo algumas pessoas curtindo meus posts/comentários sobre livros, e então uma dessas pessoas acabou me dando a idéia de organizar um evento literário em Paudalho. Pensei: "Será que vai dar público?" E resolvi organizar uma Roda de Leitura, que ocorrerá esse domingo, às 15:00 horas na praça do Rosário, em Paudalho. Se você é de perto, apareça. 

A faixa etária é mais adolescente, mas alguns adultos irão participar também. 35 pessoas confirmaram até agora. Será apenas um bate-papo, num de fim de tarde numa praça, sem nada muito arrojado. Apenas para que as pessoas que vão possam discutir que tipo de livros gostam, que autores leem, e coloquei em pauta o livro A culpa é das estrelas [mesmo não sendo 'o livro da minha vida', longe disso], mas porque ele está em alta, tem o filme nos cinemas e, querendo ou não, ele foi escrito pra esse público jovem. Então, achei válido escolher tal título para as pessoas discorrerem sobre ele no encontro... Outra idéia que dei foi de que houvesse um Escambo de livros, onde os que vão comparecer podem levar livros para trocar entre si em determinado momento do evento...

Consegui em parceria com o autor Matheus Ferraz, um exemplar de seu livro Teorema de Mabel, autografado, para que seja sorteado entre os participantes. Além dele, montei dois kits com marcadores+ livretos diversos, e como ganhei o livro A garota da casa grande num sorteio da FanPage da autora [também parceira] Amanda Marchi, e já que possuo meu exemplar, resolvi sorteá-lo também. 
Quem não ganhar nada no sorteio, ao menos vai levar pra casa um livreto de Teorema de Mabel, que Matheus também enviou pra mim, a fim de divulgar o seu livro. 

Convidei meus alunos, amigos, irmã e espero que dê gente, e que as que vão realmente gostem de ler. Estou animada e se der tudo certo, posso fazer outro encontro mês que vem... Não me importo em tirar alguns livros da estante ou comprar alguns pra sortear no dia, o importante é que as pessoas passem a LER. E qualquer estímulo saudável é válido... Quem não gosta de ganhar livros, não é?

Eis alguns dos Prêmios que serão sorteados nesse encontro...

Kit de marcadores + livretos

exemplar de Teorema de Mabel autografado

exemplar de A garota da casa grande autografado + marcador

E pra fechar o post com chave de ouro [sei, expressão batida], Matheus disponibilizou outro exemplar de Teorema de Mabel e esse quem pode levar para casa é você. Assim que o blog chegar aos 300 seguidores e a FanPage as 400 curtidas, irei lançar uma bela promoção. Então, convidem seus amigos para curtir a FanPage e mais alguns para seguirem o blog. Falta pouco. Não percam essa oportunidade, pessoal... 

Então, até a próxima... 


Os poetas e escritores também amam... [Especial Dia dos namorados]

| 12 junho 2014 | 7 Comentários |
Bem, não poderia deixar passar essa data especial, ainda mais sabendo que vários escritores que eu gosto tiveram suas vidas recheadas de dores e amores... Separei alguns casais que admiro para que vocês conheçam um pouco de seus conturbados relacionamentos... 

Paul Verlaine e Arthur Rimbaud
Arthur Rimbaud, um jovem poeta francês que viveu no século XIX, é notoriamente conhecido por seu precoce talento para a escrita, tendo escrito 20 livros de poesia aos 20 anos de idade. Mas sua popularidade estende-se também ao relacionamento escandaloso que teve com um homem mais velho, o poeta Paul Verlaine, casado e pai de família. Possuía como características marcantes a mente inquieta e o instinto libertino. Morreu de forma prematura, aos 37 anos, acometido de um câncer, após ter amputado a perna.Verlaine era um poeta simbolista, e quando Rimbaud foi para Paris, em 1871 a convite do próprio, ele morou por um tempo na casa do escritor e daí nasceu a paixão desenfreada de seu anfitrião por seu hóspede. O romance tempestuoso dos dois amantes culminou em brigas e tiros. Verlaine disparou dois tiros de pistola em Rimbaud, atingindo seu pulso, sem causar maiores danos. A relação chegou ao fim, quando Verlaine foi preso pelo ataque a Rimbaud, e uns anos depois acabou se apaixonando por outro rapaz, mas este morreu de tifo. Rimbaud ainda encontrou seu antigo amante em 1875. Pelo jeito, haxixe e absinto e poesia não foram suficientes para alimentar esse romance por tanto tempo... 

F. Scott Fitzgerald e Zelda, com sua filha...


F. Scott Fitzgerald, famoso pelos livros O grande Gatsby, Suave é a noite e O curioso caso de Benjamim Button, conheceu Zelda Sayre enquanto estava no exército, em 1917, na Europa. Casaram-se em 1920 , e no ano seguinte nascia a pequena Frances. O casal teve uma vida boêmia, regada a festas, bebidas e glamour. Ambos americanos, passaram suas vidas ora na América, ora na Europa. Mesmo com dificuldades financeiras, o casal vivia dos escritos de Scott, e não abriam mão de suas extravagâncias. No começo de 1930, Zelda começou a apresentar um quadro clínico de perturbação mental e dois anos depois, seu marido teve que interná-la. Ele escreve nesse meio tempo, um romance sobre um casal em que a mulher é esquizofrênica, refletindo na obra os problemas que ele vinha tendo em seu casamento. A crítica não aceitou bem esse romance, e ele não viu outra saída a não ser trabalhar como roteirista em Hollywood. Em 1940, Fitzgerald deixa o mundo, após sofrer um ataque cardíaco... 

Oscar Wilde e 'Bosie'
Oscar Wilde sofreu os horrores no cárcere por causa do pai de 'seu amor', que odiava o fato de seu filho, Alfred Douglas, ter se envolvido com o polêmico escritor. A relação de Bosie e Wilde era complicada, ainda mais num período em que a homossexualidade era vista como crime [não muito diferente de hoje em dia, infelizmente], e por causa de intrigas e denúncias por parte do pai do rapaz, ele acabou preso por pederastia. Passou dois anos preso e punido com trabalhos forçados. Escreveu uma carta para Bosie, em que ele relata que ele foi a causa de sua ruína. A carta foi publicada com o nome De profundis. Sua saúde e reputação foram abaixo, e quando foi posto em liberdade, não viveu muito. Morreu em 1900, aos 46 anos, de meningite. 

Peter Orlovsky e Allen Ginsberg
Allen Ginsberg, um dos expoentes da Literatura Beat, tem Uivo como uma de suas obras mais notáveis. Homossexual, viveu grande parte de sua vida em companhia de Peter Orlovsky, poeta e ator americano. A relação de ambos não era monógama, mas passaram 30 anos juntos, até a morte de Ginsberg, aos setenta anos, em 1997. 

Henry Miller e Anais Nïn
 Anais Nïn [minha diva do erotismo, falei dela aqui e aqui], escritora francesa conhecida por ser uma das primeiras mulheres a escrever contos eróticos nas primeiras décadas do século XX, teve uma relação com o também escritor Henry Miller. Foi ele quem viu a importância dos diários autobiográficos que Anais escrevia ao longo de sua vida, e deu incentivo a ela para que fossem publicados. Além de amigo, era amante de Anais, e teve seu livro Trópico de Câncer prefaciado por sua amada, em 1934. A relação de Anais e Miller é contada no livro Henry e June, que contém trechos do diário dos anos 1931 e 1932, escrito por ela e publicado nesse período. 


Patti Smith e Robert Mapplethorpe

E para encerrar esse post, não poderia deixar esse casal de fora, que, mesmo não fazendo parte do 'círculo literário', tem um cantinho especial em meu coração. Patti Smith, uma das minhas cantoras preferidas, escreveu um livro espetacular, autobiográfico, chamado Just Kids [Só garotos] em que ela narra como conheceu o fotógrafo Robert Mapplethorpe, como eles viveram juntos na cidade de Nova York, passando por N' dificuldades e superando tudo com uma lealdade tocante e verdadeira. Admiro o trabalho de ambos e recomendo a leitura do livro, para quem tem interesse de conhecer a respeito dos dois. Dos trabalhos de Smith, admiradora notável dos escritos de Arthur Rimbaud, ouçam o álbum Horses. Robert ficou famoso por suas fotografias de nu artístico, em especial homens negros. Ele era gay, e mesmo morando juntos, vez ou outra eles se relacionaram com outras pessoas, mas sempre voltavam aos braços um do outro quando a vontade e saudade batiam à porta... A relação acabou depois que Robert foi morar com outro homem. Nesse ínterim, Patti também conheceu uma pessoa, e depois descobriu que o fotógrafo estava com AIDS. Nos últimos momentos de sua vida, Patti Smith decidiu que contaria a emocionante história deles em um livro... 


Bom, espero que tenham curtido o post... Já leram algo de alguns desses escritores?
Um Feliz dia dos Namorados a todos... 

Azul é a cor mais quente...

| 11 junho 2014 | 7 Comentários |

As pessoas costumam falar em blogs do que está mais em alta, e claro que muitos se surpreendem quando falo que, mesmo tendo lido A culpa é das estrelas, ainda não tenha me reservado um tempinho de falar sobre as impressões que ele me passou... E com o filme nos cinemas, a popularidade só aumenta... Mas, apesar de tudo, cá estou eu falando de uma HQ [e de um filme] que teve seu momento pop/polêmico uns meses atrás, mas que só agora tive a chance de ler, [embora tenha visto o filme na internet, com legenda pequena, ainda quando estava no cinema...] e que, a meu ver, traz tonalidades de azul em sua essência, bem mais tocantes e poéticas que ACEDE... 



Falo da história de Clémentine [ou Adèle, caso tenham visto o filme]. Azul é a cor mais quente é uma HQ escrita por Julie Maroh e fala sobre a descoberta do amor num relacionamento entre duas garotas, bem como da dificuldade de aceitação na sociedade por conta de suas 'escolhas'. A garota de cabelos castanhos, Clémentine, tem apenas 15 anos e sente-se perdida em seus devaneios e existencialismo. Acaba conhecendo Emma, por um acaso qualquer do destino, ao cruzar uma rua, e aquelas madeixas azuis começam a povoar seus sonhos mais íntimos... 

No início da Hq quem aparece primeiro é Emma, absorta em lembranças de sua amada. Ao ler os diários de Clémentine, na casa dela, conhecemos a história de ambas... O quadrinho mostra toda a trajetória dessas duas garotas, que em meio a um ambiente escolar hostil para os homossexuais, acabam se apaixonando, embora no começo, Clémentine relute em aceitar seus sentimentos, e tente escondê-los das outras pessoas. No caso de Emma, é esconder o que sente por Clémentine, de sua namorada Sabine. Temos outros personagens inseridos na trama, Valentin, amigo de Clémentine, os pais dela, alguns amigos da escola e Sabine, namorada de Emma, cada um tendo sua devida importância na história, servindo de pano de fundo ao amor proibido das protagonistas. 



"Foi naquele momento que alguma coisa começou a crescer: o meu desejo por ela. O desejo de estar nos braços dela, de acariciá-la, beijá-la, de que ela quisesse isso também, de que ela me quisesse.
Agora... nós estamos muito próximas. Eu sinto uma ambiguidade, às vezes opressora... e espero... prendendo a minha respiração junto com a dela.
No momento seguinte, sou tomada pela vergonha, eu me odeio e me sufoco com essa bola de fogo que só pede para sair do meu ventre."


No caso do filme, algumas coisas foram adaptadas de forma diferente. A começar pelo nome da personagem principal, que se transforma em Adèle [e pessoalmente eu prefiro o nome dela no filme que na HQ]. Da mesma forma que a garota no quadrinho, Adèle luta contra seus sentimentos mas demonstra uma curiosidade absurda pelo mundo que envolve Emma. Ela é mais 'esquentada', arredia, e faz de tudo para estar perto da bela moça de cabelos azuis. Emma se mostra mais segura de sua homossexualidade no filme que no quadrinho, e logo deixa Sabine de lado para viver um romance com Adèle. As semelhanças sobre o relacionamento com os pais, com a sociedade e afins difere um pouco da Hq, mas o desfecho da história é bem distinto...
Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux


Não sei como me prolongar mais sem dar spoiler de um ou outro, mas recomendo que leiam/assistam e tentem enxergar as nuances 'azuis' que a história passa ao leitor/espectador. Na verdade, foram duas perspectivas que me emocionaram, cada qual a sua maneira, sem perder a essência do amor entre as protagonistas... finais trágicos e poéticos da mesma forma... No filme, o final deixa uma ponta solta, que dá margem a pensar no que vem depois. Na HQ, a história se consome por si mesma, mas deixa igualmente, um nó na garganta e um soluço angustiado preso ao peito...


"Emma... você tinha me perguntado se eu acreditava no amor eterno. O amor é abstrato demais, e indiscernível. Ele depende de nós, de como nós o percebemos e vivemos. Se nós não existíssemos, ele não existiria. E nós somos tão inconstantes... Então, o amor não pode não o ser também.
O amor se inflama, morre, se quebra, nos destroça, se reanima... nos reanima. O amor talvez não seja eterno, mas a nós ele torna eternos...
Para além da nossa morte, o amor que nós despertamos continua a seguir o seu caminho."



Tag Conhecendo o blogueiro [AGAIN...]

| 10 junho 2014 | 9 Comentários |
Fui indicada para mais uma tag, e dessa vez foi a querida Erika, do blog Noites de Leituras quem me indicou. Já tinha respondido antes, mais de uma vez até, mas nunca fujo de indicações, então vamos lá:

A tag consiste em você falar 11 coisa sobre você, responder 11 perguntas da pessoa que te indicou a tag, indicar 11 blogs pra responder, fazendo 11 perguntas pra eles também. Quem quiser pode fazer [respondendo as mesmas perguntas que eu], e eis minhas respostas:



  • 11 fatos sobre mim.
  1. Tenho pavor de escada rolante.
  2. Detesto spoiler em livros/filmes/séries.
  3. Faço coleção de Postais desde pequena.
  4. Sou louca por bolsas [mochilas, bags, carteiras e afins].
  5. Sofro de gastrite nervosa.
  6. Uso fotolog desde 2007.
  7. Não sei mexer em celular com tela touch screen.
  8. Sou uma devoradora de jujubas.
  9. Comecei a ler gibis aos 5 anos de idade.
  10. Adoro incensos.
  11. tenho preguiça de lavar roupa.

  • Respondendo 11 perguntas que Erika me fez.

1. Se pudesse morar em qualquer lugar do mundo, sendo ele real ou fictício, onde moraria?     
Queria morar na Terra-Média, de Senhor dos Anéis. 



2. Qual o sabor mais incrível que você já experimentou na vida?
de chocolate... *risos* 


3. Descreva sua personalidade usando apenas o nome de um livro:
A menina que brincava com fogo.

4. Qual personagem literário mais se parece com você?
até agora não encontrei nenhum, mas tenho uma afeição grande por Heathcliff, de O morro dos ventos uivantes, em sua paixão desesperada e obsessiva... 


5. Você tem um amor platônico literário? Se sim, por quem?
Não chega a ser amor platônico, mas sou fascinada por Renton, de Trainspotting.


 6. Se ganhasse uma fortuna, o que faria com ela?
depois de construir uma super casa para meus pais, minha sogra e outra pra minha irmã, faria uma pra mim também, claro. Pagaria nossas dívidas,  daria uma contribuição para hospitais infantis, asilos e abrigos de animais. Depois compraria algumas coisas pra mim [livros, acessórios e roupas, nada absurdamente caro, mas que eu queria muito ter, tipo um coturno foda, um corset, uma bolsa em formato de caixão, coisas do tipo *risos*], e construiria uma biblioteca particular, lotada de livros lindos... Depois ia pensar no que fazer com o resto do dinheiro, e viajaria pro Egito por um mês... 


7. Se escrevesse um romance agora, quais seriam os nomes dos seus protagonistas?
Laura e Caio.


8. Qual seu livro ou saga preferido?
Não dá pra dizer O melhor, entre vários... vou falar 'um dos': O apelo da selva, Jack London.


9. Quantos dias, em média demorar para terminar um livro?
dependendo da história, leio em um dia apenas... mas em média, 3 dias...


10. Qual é sua editora preferida?
L&PM Editores.


11.  Banda/cantor preferido
Pergunta difícil não dá. Não tenho apenas uma, são inúmeras... Mas pra escolher uma só, Evanescence. 



E vocês, encontraram algo em comum comigo? Espero que tenham curtido, e até a próxima... 



Histórias de amor, de Rubem Fonseca

| 08 junho 2014 | 8 Comentários |


Eis que vi por um acaso do destino, uma promoção da FNAC pelo twitter, em que vários títulos se encontravam disponíveis por apenas R$0,90 centavos + frete grátis. Não pensei duas vezes em procurar entre tantos livros algum que me despertasse interesse. Quando me deparei com Histórias de amor, do escritor Rubem Fonseca, comprei na hora. Esse autor faz parte do Desafio literário que estou participando, então, nada melhor que conhecê-lo comprando um de seus títulos... 

O livro é formado por sete contos: Betsy, Cidade de Deus, Família, O anjo da guarda, Viagem de núpcias, O amor de Jesus no coração e Carpe Diem. Ao contrário do que o título sugere, não são histórias de amor entre casais que vão terminar felizes. Parece clichê, mas o conteúdo foge muito do lugar-comum e acaba surpreendendo de forma positiva [ao menos pra mim], por se tratar de amores não convencionais, que escapam da mesmice água-com-açúcar de livros que poderiam ter esse título... Betsy, o mais curto deles, teve que ser relido pra que eu captasse do que realmente se trata. Triste e genial. Fala de morte, último suspiro ao lado de quem se ama, e se revela uma surpresa. Cidade de Deus me deixou com uma sensação de repulsa... é amor, só que perverso. Família me deixou enojada com a crueza de seus acontecimentos... Em suma, são contos fechados, cada qual trazendo uma tragédia ou situação inusitada, mas cheia de sensações familiares ao nosso cotidiano.

A escrita de Rubem Fonseca é crua, sem preâmbulos, sucinta. Traz cenários violentos, personagens amargurados, deturpados em suas próprias emoções. São palavras graciosas perdidas entre parágrafos de cenas grotescas, num conjunto de elementos como traição, morte, trapaça, poesia, sexo e desespero. Mas existe o amor em cada uma das histórias, embora, como diz o prefácio, haja também a vida, sua inimiga...

A capa é bonita, apesar de simples, e numa sentada o li por inteiro... Experiência válida que me fez querer conhecer outras obras do autor. Alguém aqui já leu Histórias de amor ou algum outro livro de Rubem Fonseca? Me contem aqui pelos comentários. 
Espero que tenham curtido o post.

Beijos a todos... 

"Toda vez que eu acabo de falar com você no telefone vou correndo para o espelho para ver se não estou com a cara de Meryl Streep. Da última vez senti um gosto doce na boca, meu cabelo quis ser louro, então prometi parar de perguntar 180 vezes se você me ama, se você não vai me abandonar, se essa coisa boa não vai acabar. Eu prometo, está bem?" 

Correios - [Envios e recebidos] - 13

| 06 junho 2014 | 8 Comentários |
Bom, nesse mês de maio enviei algumas cartinhas pra Carolli, Michelle Henriques, Anna Costa, Kris Monneska [que ganhou o Top Comentarista de Abril], Italo Costa [vencedor do kit de marcadores] e Mara Vanessa... Espero que todos tenham recebido até esse post sair...
Ainda preciso enviar cartinhas pra Tama e Pathy, mas desse mês não passa...

Fiz umas comprinhas pela estante virtual, duas na verdade: A primeira foram 4 livros por R$15,00 frete grátis e os livros comprados foram:

De bar em bar - Judith Rossner, Arquivo X 3 - Terrível simetria - Les Martin, Suave é a noite - F. Scott Fitzgerald e As ligações perigosas - Choderlos de Laclos. Depois comprei mais uma edição de Arquivo X, por R$3,00 Frete grátis também...  Arquivo X 4 - Assassino imortal - Ellen Steiber.  Mais detalhes aqui.




Recebi em parceria com a autora Amanda Marchi o seu livro de estreia A garota da casa grande + marcador de página. Confira a resenha clicando no nome do livro...



Houve o Encontro da Ed. Seguinte - A seleção na livraria Saraiva do Shopping RioMar, em Recife e eu acabei indo pra encontrar umas amigas. Apesar de não ter gostado do evento [barulho de crianças mal-educadas que deveriam ter ido prestigiar o encontro e não ficar gritando histericamente como se fosse o fim do mundo], consegui ganhar durante a distribuição de brindes um botton + livreto + marcador de blog da organizadora do evento. Outra coisa sobre essa trilogia [que não li e fui ao evento pra saber mais a respeito] é que definitivamente não vou ler. Achei a trama superficial demais, coisas sobre princesas e cor de vestido e chás da tarde quem beija o príncipe primeiro e blá blá blá... Pois é, criei nojinho de A seleção. [me julguem]



Uma comprinha feita pelo Submarino foi a hq Garotas de Tóquio. Estava na promoção por apenas R$4,90 e não pude deixar passar, ainda mais quando enviei a compra pro endereço do hotel que Minho estava hospedado em SP e o frete saiu praticamente de graça, ao contrário do que seria vindo aqui pra PE...



E falando em Minho, além de ser o namorado mais 'tozo' do mundo, ele também sabe me surpreender com mimos e trouxe da viagem duas edições da Ed. Salvat Deuses Egípcios Vol. 3 e 4. Um Anúbis e um Amon. Enquanto a coleção não chega nas bancas daqui, ele resolveu garantir ao menos o Anúbis, que é o meu preferido, e de quebra veio a edição com Amon, ele tentou achar os dois primeiros fascículos e não conseguiu... Um dos fascículos veio com um mapa do Egito, lindo demais... E Minho ainda trouxe Nutella e TNT pra me alegrar haha

toda feliz com os presentes que ganhei do meu amor...


Marinha me enviou uma cartinha super fofa com dois lindos Postais [que vão para minha coleção]. 




Recebi do autor parceiro Matheus Ferraz, dois exemplares do livro Teorema de Mabel, e um deles vai pra sorteio aqui no blog, aguardem novidades...



E pra fechar o mês mais uma compra de livro, e dessa vez foi minha estreia de compras na FNAC. O livro Histórias de amor, de Rubem Fonseca, estava por - PASMEM - R$0,90 centavos. Isso mesmo que você leu. Menos de um real e frete grátis, numa promoção que vi pelo twitter, daquelas tipo relâmpago. Será minha 'perda da virgindade' com a obra de Fonseca, vamos ver se me agrado... Mais detalhes do livro no post de livros comprados de maio... E logo haverá resenha dele... 




Espero que tenham curtido o post. Me falem nos comentários se já leram algum desses livros que recebi, se pretendem ler e talz... Beijos... 



Uma biblioteca dentro de uma maçã... Mais um Desafio Literário!

| 05 junho 2014 | 6 Comentários |





Bem, pessoas. Estou eu mais uma vez me propondo um desafio literário. Vi em algum blog que agora não recordo um desafio bacana para desencalhar os não-lidos da estante, e resolvi me propor fazer o mesmo. 
Fiz uma lista com todos os meus livros não-lidos, recortei e amassei cada um deles [num total de 140] colocando dentro de uma 'maçã'. Todo primeiro dia do mês, no período de um ano, irei tirar um papel e o título que sair será lido em trinta dias. Caso eu já tenha pego esse exemplar aleatoriamente pra ler, entre as leituras normais do mês, sorteio outro papelzinho... A medida em que forem lidos, vou resenhando os que eu achar interessantes...




E o primeiro livro sorteado foi a obra Luzia-homem, de Domingos Olímpio. Esse livro foi uma compra feita na Bienal de 2011, e até hoje não tinha sido lido. Pois agora tenho o mês de junho inteiro para lê-lo. São 170 páginas, Coleção Grandes Mestres da Literatura brasileira, da Ed. Escala. Nunca li nada do autor, vamos ver se eu gosto...


Luzia-Homem, de Domingos Olympio...


E o que acharam desse desafio? Espero conseguir realizá-lo por completo. Ao longo dos posts, vou soltando o progresso desse e de outros desafios que estou fazendo. Um deles, aliás, é o Experimentos literários, estou na metade do caminho. Um que 'andou um pouco foi o desafio Revirando a Estante, mas um que ainda não tive sucesso foi o Clássicos da lit. brasileira + [re]leituras... Preciso mexer nele um pouquinho... *risos*
Até a próxima ;)

Uma viagem a um passado de memórias... As gêmeas, de Saskia Sarginson

| 03 junho 2014 | 3 Comentários |


As gêmeas, da autora inglesa Saskia Sarginson me pareceu confuso em seus primeiros capítulos. Mas apesar de tardar na compreensão, do meio pro final a leitura fluiu melhor, me fez lembrar até de um livro que gosto muito [Olho de gato, de Margareth Atwood, e que um dia resenharei aqui]. Trata da história de duas irmãs gêmeas, Viola e Isolte, que depois de adultas enfrentam algumas dificuldades em suas vidas devido a vários acontecimentos do passado, incluindo o que houve com sua mãe, uma hippie dos anos setenta, que nunca revelou as filhas quem era seu pai. A história se passa nas décadas de 70 e 80, em Suffolk, na Inglaterra. 

Viola sofre com anorexia, Isolte trabalha com moda, tem um namorado mas vive insegura com seu relacionamento, pois teme que Ben não a ame. Na infância, elas eram amigas de dois irmãos, também gêmeos, chamados John e Michael, que viviam numa casa onde o pai agredia-os constantemente... As duas irmãs viviam tendo problemas com a mãe, quando esta passou a beber. E o livro fala basicamente sobre essas lembranças de suas infâncias no local onde elas moravam, próximo à floresta e ao mar. 

Os fantasmas da infância perturbam o presente das garotas. Revivendo as memórias, a culpa por algumas ações faz com que ambas não consigam seguir em frente e se direcionarem na vida. A pedido de Viola, Isolte resolve voltar à cidade onde moravam para procurar os amigos gêmeos, pois elas foram embora ainda adolescentes, deixando-os para trás... Nessa viagem, Isolte confronta seus traumas e decide encarar os fatos que permeavam seu passado. Os capítulos são contados intercalando os pensamentos das duas irmãs, e por vezes eu acabava confundido sobre quem estava lendo no momento. Creio que a minha confusão inicial se deu por isso... 

A escrita da autora é delicada, não traz grandes acontecimentos, mas também não faz o leitor desistir do livro. Aos poucos, o leitor vai se sentindo familiarizado com as personagens a ponto de querer saber o desfecho delas, e o laço entre elas é muito forte, apesar das diferenças em suas personalidades. Ouso dizer que a narrativa das duas é o ponto mais forte do livro, mais do que o enredo em si... Talvez se eu não enxergasse profundidade nos sentimentos de Isolte e Viola, teria terminado a leitura de forma insatisfatória, mas a personalidade delas é o que desperta a curiosidade do leitor... 

Enfim, não posso falar muita coisa sem solta spoiler, mas para quem pretende embarcar num livro despretensioso pode acabar gostando dessa leitura. Não vá com muita sede ao pote, não ponha expectativas, e 'As gêmeas' pode agradar você... Destaque para a capa belíssima do livro, que foi o motivo inicial de eu ter optado por sua leitura... O livro é um lançamento de março/2014 da Ed. Novo Conceito... 


╬† Literatura no Mundo ╬†

╬† Autores ╬†

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