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"Deixai toda esperança, ó vós que entrais!" Inferno. A divina Comédia [Dante Alighieri]

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Coleção Histórica Marvel: Os X-Men Vol. 3

E vamos a resenha de mais uma edição da Coleção Histórica Marvel: Os X-Men, dessa vez reunindo no terceiro volume as histórias em que aparecem os terríveis Sentinelas, robôs criados pelo Dr. Trask, para combater a ameaça mutante e aniquilá-los da face da terra. O problema é que o Dr. desconhece a natureza bondosa dos alunos do Professor Xavier, de combater o mal em prol da humanidade, e que não são todos os mutantes do mundo que são ruins...

Pensando que vão descansar após os acontecimentos anteriores, os x-men saem de férias, mas pouco depois são chamados de volta por Xavier, que resolve dar uma palestra televisiva, juntamente com o dr. Trask, sobre a real intenção dos mutantes. Sendo assim, o dr. acaba desconfiando do motivo de Xavier tanto defender a raça com o gene X, e questiona se ele mesmo não seria um mutante... 



Quando o dr. tenta comandar um dos Sentinelas, descobre que sua criação se rebelou. Os robôs se voltam contra ele e planejam se livrar dos mutantes por eles mesmo, e sem controle algum, aprisionam o dr. Trask para que ele possa fabricar ainda mais Sentinelas, que futuramente vão dominar também a própria humanidade, como o líder deles almeja, pois se acha indestrutível [um Sentinela maior conhecido como Molde Mestre]... Cabe agora aos alunos de Xavier controlarem a situação e destruírem os Sentinelas, salvando também o dr. Trask [que finalmente se convence do mal que construiu]...

A edição 3 da coleção reúne as histórias publicadas originalmente em The X-Men 14-16, 57-59, 151-152. São 164 páginas [assim como as duas edições anteriores] e podemos perceber a evolução de Anjo, Fera, Ciclope, Jean Grey e Homem de gelo, pois os treinamentos na Mansão X tiveram o efeito desejado por Xavier... Eles trabalham cada vez melhor como equipe, utilizando seus poderes de forma conjunta a fim de chegar a um bem-comum. Xavier se arrisca em alguns momentos, numa espécie de projeção astral, e mesmo enfraquecendo pelo esforço devido, não abandona seus alunos, sempre guiando seus passos com seu poder mental a fim de destruir o laboratório secreto onde os Sentinelas foram construídos. 

Vemos a entrada de outros mutantes na história quando o filho do Dr. Trask assume o projeto do pai fazendo reviver os Sentinelas. Alex, mais conhecido como Destrutor aparece [ele é irmão de Scott]. Lorna, a namorada de Bobby também aparece, tendo sido atacada pelos Sentinelas. Magneto volta a dar dor de cabeça aos X-Men auxiliado por Mesmero, e toda essa confusão faz vir a tona uma revelação nada esperada por Larry Trask. Ele odeia os X-Men pois culpa os mutantes pelo que houve com seu pai. Mas o que ele descobre sobre si mesmo o deixa perplexo... Ah, esqueci de dizer que A Feiticeira Escarlate e seu irmão Mercúrio também estão presentes nessa edição. Eles são capturados, junto com Groxo e os demais mutantes para serem destruídos por Larry Trask e os Sentinelas. 

A última parte do quadrinho traz o Clube do Inferno, liderado por Emma Frost, que troca de lugar com Ororo a fim de destruir os X-Men. Nesse ínterim, Ororo tenta fugir do Clube do Inferno para alertar seus amigos sobre a troca de corpos, e trazer Kitty Pryde de volta à mansão. O desfecho desse embate, você só descobrirá lendo...

Até a próxima [e última] edição... ^.~



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III Roda de Leitura em Paudalho - PE

III Roda de Leitura Paudalho - PE

Domingo, dia 24 de Agosto tivemos a terceira edição da Roda de Leitura aqui em Paudalho, em que discutimos as obras Alice no País das Maravilhas e O mágico de Oz. Foi uma tarde incrível, e todos puderam dar sua opinião sobre os livros, o que mais gostaram, o que não gostaram e afins... Depois, dividi os participantes em duas equipes para disputar uma espécie de Gincana literária, e a equipe vencedora iria ganhar um livro a ser sorteado entre eles. Acabou dando empate e foi um livro sorteado pra cada equipe. 
Dh e Ianka em cena de Alice no Pais das Maravilhas
Glenda, Nathália e João, encenando O mágico de Oz
Uma das coisas mais legais foi a interação das equipes, eles tiveram que interpretar uma das cenas dos dois livros, e foi bem divertido ver a criatividade deles nessa etapa da competição. Até figurino improvisado rolou.

Essa Roda foi a que deu mais pessoas, e já escolhemos o que discutir na próxima, que será dia 21 de setembro: Percy Jackson e O ladrão de Raios, de Rick Riordan. E também vamos falar um pouco sobre mitologia grega, claro...

Já estou 'à caça' de contribuições para sortear entre os participantes. Se você quiser contribuir com marcadores, livros, livretos, mimos, bags ou qualquer outra coisa, sinta-se à vontade pra enviar uma mensagem pra mim na caixa "contato". Se puder, pode ajudar divulgando o evento, é o suficiente. Toda ajuda é bem-vinda. Quero que esse projeto cresça e possa nascer em outros lugares também... 

Sorteei dois livros que tirei da minha estante e mais um que ganhei de um amigo [Alberon]. Dh Ferreira, que sempre me ajuda na organização [e foi o que me deu a idéia de fazer a Roda de Leitura], conseguiu cadeiras na Biblioteca pública aqui de Paudalho, e também cinco exemplares na FUNDARPE para serem sorteados. Fiz vários marcadores e distribuí ao fim do evento, junto com alguns livretos do livro Teorema de Mabel, do autor parceiro aqui do TN Matheus Ferraz. As meninas do Dose divulgaram o encontro nas redes sociais. Além de livros, sorteei kits com revistas, livretos e marcadores. Comprei uma linda Ecobag na Ed. Saraiva e coloquei pra sorteio... 

Queria agradecer a todos que ajudaram nessa e nas rodas anteriores de alguma forma. Muito obrigada pela força. E que venham mais Rodas de Leitura, não só aqui em Paudalho - PE, mas em várias outras cidades... 
Um beijo a todos... Confiram abaixo as photos do Encontro...

Equipe 1 

Equipe 2



com direito a Selfie

Quem compareceu ao evento... [até meu sobrinho de 1 ano e 5 meses participou *risos*]


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Uma incrível descoberta entre autores nacionais... A máquina de contar histórias, de Maurício Gomyde

 Quando vi que a Ed. Novo Conceito lançou A máquina de contar histórias, me peguei impressionada pela arte da capa, e pela sinopse que me despertou o interesse de ler algo sobre o autor Maurício Gomyde, do qual eu já tinha ouvido falar nas redes sociais. 

Então, participando de um Top Comentarista no blog Way to Happiness, tive a felicidade de ganhar um exemplar [autografado] do autor. Em poucos dias recebi meu livro em casa e passei a frente de outras leituras, por se tratar de um livro curtinho, com menos de 200 páginas... 

O resultado disso é que estou surpresa em como uma história contada de forma tão simples e espontânea me cativou desde as primeiras linhas...


Vinícius é um autor bem-sucedido, que de tanto entregar-se ao seu trabalho, não é um marido e pai presente na vida da família V. A sua esposa, Viviana, sofre de uma câncer e acaba morrendo quando Vinícius estava em uma festa de lançamento do seu novo livro. A ausência dele em vários momentos importantes para a família e ainda mais a morte da mulher sem o marido por perto despertam o ódio de Valentina, sua filha de 16 anos, que ficou ao lado da mãe durante todo o período de tratamento contra a doença... 

Sentindo-se perdido, Vinícius tenta recuperar o tempo perdido que passou longe da mulher e filhas e enfrenta o desprezo de sua filha mais velha, então resolve fazer uma viagem com ela e Vida, a 'fadinha' de apenas quatro anos. Depois de muita resistência por parte de Valentina, ele finalmente consegue convencê-la a embarcar nessa viagem, e durante essas 'férias tiradas fora de hora', Vinícius passa a conhecer de verdade suas filhas...

Os personagens são bem construídos, a história poderia acontecer com qualquer um de nós e é possível nos identificarmos com alguns dos personagens. A relação que Vinícius tem com a filha mais velha é terrível, ela não confia no homem que 'abandonou a família por causa de seu próprio egoísmo e carreira', e a única base que ela tinha na vida, que era a mãe, se foi... Vida ainda é muito pequena e não compreende o que está acontecendo com sua irmã e pai, e está empolgada com os lugares que conhece na Europa... 

"Agora, o fruto do amor contido na chave que muitos anos antes ele e Viviana haviam jogado no rio voltava na forma de duas filhas e um pai tentando reconquistá-las." 

Um fato importante é que a viagem e os locais escolhidos tem um propósito que só fui descobrir no final do livro, e me emocionei bastante com essa parte, pois o autor conseguiu ligar os pontos de forma a não deixar o leitor perceber que entrava numa 'armadilha' *risos* Me surpreendi demais. A capa do livro tem forte ligação com esses acontecimentos mas não vou contar, pois desejo que vocês tenham a mesma sensação que tive quando li... 

Vinícius escrevia de forma metódica e os leitores adoravam seus romances, achando que ele mesmo vivia todos aqueles sentimentos escritos por ele. Na verdade, ele desconhecia as emoções que passava para o papel, pois vivia absorto em técnicas de escrita, sem entregar-se de forma verdadeira ao seu talento... Com a descoberta das pequenas coisas da vida que podem ser maravilhosas, ele percebe o quão frio era, e muda sua maneira de escrever, de se relacionar com as pessoas. Com as filhas, ele aprende finalmente o sentido da palavra viver. 

A diagramação do livro é um show a parte. A capa, que traz elementos fundamentais à história [e que só com o final da história descobrimos o porquê], os capítulos trazem desenhos de 'plays' de música e letras embaralhadas. A escrita de Gomyde é deliciosa, faz a leitura fluir muito bem...

Com cinco livros publicados, A máquina de contar histórias é o primeiro lançado pelo selo Novas Páginas, da Ed. Novo Conceito. Espero ter o privilégio de conhecer os demais livros do autor e que ele lance muitos outros, pois ganhou uma fã de seu trabalho... 




Maurício Gomyde nasceu em São Paulo mas vive atualmente em Brasília. Lançou O mundo de vidro, Ainda não te disse nada, Melhores pra sempre e O rosto que precede o sonho de forma independente. Para conhecer mais o trabalho dele, visite seu site: 
www.mauriciogomyde.com 
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Um suspense eletrizante... Os assassinos do cartão-postal

Trago para vocês as impressões que tive com a leitura do livro Os assassinos do Cartão-Postal, de James Patterson e Liza Marklund, publicado pela Ed. Arqueiro.

Ganhei esse livro no evento que a editora organizou em Recife sobre literatura policial, e Patterson, juntamente com Harlan Coben foram os autores falados no encontro. Gosto de ambos, mas só conhecia Patterson por causa da série Bruxos e Bruxas. E apesar de muitos acharem essa série fraca, até agora eu gostei, mas resolvi dar uma chance de conhecer o autor por outra perspectiva. E não me decepcionei.

Os assassinos do Cartão-Postal fala sobre um casal de serial killers que anda atuando na Europa. O alvo deles são casais apaixonados que estejam de férias. Eles nunca matam mais de um casal por país, e já fizeram vítimas na Holanda, França, Espanha... e dessa vez se encontram na Suécia... 


Eles geralmente degolam suas vítimas e tiram photos dos casais em poses estranhas, e antes de cometerem um assassinato, enviam para algum jornalista daquele país um postal sobre o crime. A jornalista escolhida em Estocolmo é Dessie Larsson... 

Kimmy, uma das vítimas dos assassinos, juntamente com seu marido, é filha de um policial americano, o protagonista de nossa história. Jacob Kanon não vê mais sentido em viver e a toda hora flerta com o suicídio, mas acaba protelando a decisão difícil até pegar os responsáveis pela morte de sua filha, e ele não vai descansar enquanto não o fizer...

Bem, os capítulos são bem curtos, deixando sempre uma pontinha ligando para o capítulo seguinte, e apesar de algumas pessoas não gostarem de capítulos curtos, esse não é o meu caso... Acredito que a leitura fica mais instigante escrita dessa forma... A trama prende a atenção do leitor até o desfecho, os assassinatos são 'criativos' e o casal de psicopatas é logo revelado, então não há mistério em descobrir a identidade deles, e sim em capturá-los antes que matem mais pessoas. Seus métodos de abordagem são sutis, espontâneos e as vítimas são ingênuas demais em se 'conectar' com seus algozes... Além de matá-los, eles roubam os objetos dos mortos, dificultando o trabalho da polícia...

Em paralelo a essa perseguição, Dessie e Jacob acabam se envolvendo [achei isso bem previsível, mas não enfraquece a história], e ambos tem que lidar com o que está acontecendo com a imprensa, com a polícia de Estocolmo [que não vê com bons olhos a intromissão de um policial americano em suas investigações] e com seus próprios problemas pessoais. Jacob é obstinado, cabeça-quente, obsessivo por vingar sua filha e genro, Dessie é insegura em seu trabalho, vive perseguida por colegas de profissão que acham seu trabalho medíocre e ainda vem de um relacionamento frustrado com uma colega de trabalho... Mas ambos trabalham muito bem em conjunto, e descobrem o padrão dos assassinos, embora de início nada aponte para o casal que se 'entregou' a fim de provar sua inocência... Logo descobre-se realmente a teia de crimes e um fator que não posso revelar sem cometer spoiler... 

Em suma, é um suspense realmente eletrizante, que não vai deixar você dormir até chegar à última página...
Recomendo... ^.~
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Encontro de fãs Literatura Policial da Ed. Arqueiro - Eu fui! + Resultado de promoção de marcadores...


Fui ao evento da Ed. Arqueiro no dia 17 de Agosto, organizado por Carissa Vieira. O evento falava sobre os livros de Harlan Coben e James Patterson, publicados pela editora. Dentre as séries de personagens como Alex Cross e Myron Bolitar, Carissa falou sobre outros títulos dos autores, mas dando ênfase aos romances policiais. Tivemos algumas brincadeiras valendo prêmios, onde as equipes tinham que responder quais eram os livros através de pistas que a organizadora nos dava. Acabei ganhando um deles, Os assassinos do Cartão-Postal [esses dias sai a resenha dele, fiquem ligados], além de outros brindes... Carol do blog Livros e nerdices também compareceu e pudemos ficar por dentro das novidades que a Arqueiro vem trazendo aos leitores...
Confiram as photos do Encontro...






Foi um encontro maravilhoso, e espero que hajam mais desse tipo aqui em Pernambuco... Pena que muitas editoras não optam pelo meu estado, e aqui tem muito leitor, fica a dica... *risos*

Carissa e eu

Ganhei o/o/o/


Aproveito o post pra anunciar o vencedor do Kit de Marcadores que anunciei neste post, da resenha de Último Tango em Paris. Quem comentasse iria concorrer, e por ordem de comentários ficou assim:


  1. Patrícia Oliveira 
  2. Rossana Batista
  3. Ítalo Sousa
  4. Kris Oliveira
  5. Lua Nebulosa
  6. Dh Ferreira

E quem leva esse Kit de Marcadores é...



Parabéns, Kris. Você ganhou o Kit de Marcadores. Me envie seu endereço pro e-mail psychokillerstrange@gmail.com e em breve você recebe o kit em casa. Aos demais, muito obrigada por comentarem e em breve farei outras promoções. Aproveitem e participem da promoção que está ativa, de 5 anos de aniversário do blog Conversas de Alcova. Boa sorte!!!

Esse kit vai pra Kris Oliveira ;)

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Campanha Meu Blog é neutro em CO2

Vi no blog de Kris [Conversas de Alcova] e achei a iniciativa super bacana, resolvi fazer por aqui também. 
Um blog produz 3,6 kg de dióxido de carbono por ano [Saiba mais a respeito clicando aqui]. A maioria das pessoas [eu estava entre elas] não sabe desse detalhe. O Projeto Gesto Verde propõe o plantio de mais de mil árvores nativas no Brasil, então é preciso que mais de mil blogueiros possam aderir a essa campanha. 

Cada blog participante garante uma árvore a mais sendo plantada. Não é legal? É muito simples ajudar. Basta colocar o selo do Projeto em seu blog e depois enviar um e-mail para CO2neutro@guiato.com.br enviando o link do seu blog com o post já feito pra eles. Não esquecer de colocar a chamada do Projeto “Meu Blog é neutro em CO2, neutralize o seu também. Saiba como.”

A Guiato planta uma árvore para cada blog com o selo... O que você está esperando pra fazer a sua parte? Não fique de fora, e ajude a deixar o planeta mais bonito e saudável... 



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Jazz, decadência e sexo na cidade parisiense... Último Tango em Paris...


Olá, leitores queridos. Trago para vocês neste post de hoje a resenha de um dos meus livros preferidos, precisava [re]ler e compartilhar com vocês as sensações que esta obra me trouxe [e traz até hoje]. Já tinha falado algo sobre ele neste post, mas aqui a impressão será mais profunda...  Li Último Tango em Paris em meados de 2006, na época eu ainda não sonhava em ter blog, mal usava a internet, e foi uma leitura bastante agradável, desprendida e cheia de curiosidade, por se tratar da indicação de um amigo, que me emprestou o livro e não me deu tantos detalhes acerca da história, dizendo apenas que foi um livro baseado em filme [sim, o contrário] dos mais polêmicos e famosos da carreira de Marlon Brando... Então resolvi ler [e hoje tenho minha própria edição]...

A história é sobre um homem chamado Paul que perdeu sua esposa recentemente, ela se suicidou no hotel que eles administravam. E fala também sobre Jeanne, uma jovem garota noiva de um cineasta, que está a perambular pelas ruas parisienses, meio inquieta, deixando-se levar pelo ar decadente da cidade rumo a lugar nenhum em específico... Eles nunca tinham se visto ou sequer ouvido falar um do outro, e entre tantas dezenas de pessoas passando pela rua, algum fio do destino resolveu entremear a vida de ambos... 

"Duas das pessoas que cruzavam a ponte, movendo-se na mesma direção, já estavam unidas pela cadência mútua, embora nem mesmo o suspeitassem, embora nem sequer se conhecessem, não podendo, até, explicar esta curiosa conjunção de tempo e de circunstância que as aproximara uma da outra. A ponte, o dia, o céu de Paris e as condições da sua própria existência significavam, para cada uma delas, algo de inteiramente diferente ou, talvez mesmo, nada. Na verdade, qualquer possibilidade de um encontro teria parecido verdadeiramente infinitesimal." 

Parecendo vagar sem rumo, os dois desconhecidos acabam indo parar no mesmo lugar, um prédio decadente e suburbano, a fim de olhar um apartamento. Cada um tinha razões distintas sobre o imóvel e eis que eles acabam se encontrando [novamente] frente a frente nesse apartamento, depois de pegarem a chave com uma mulher na portaria não muito envolvida e atenta às pessoas que frequentam o tal prédio... 

" - Quem é você? - perguntou ela, apavorada e procurando dominar-se, enquanto recuava lentamente em direção à porta. - Você assustou-me, - acrescentou, falando no tom mais calmo que lhe era possível, mas não tardou a reconhecer o homem que encontrara na ponte. - como é que você entrou? - Pela porta. A sua voz era profunda e vibrante. Falava o francês com um sotaque estrangeiro, com dureza e um aparente desprezo pelo idioma." 

Após alguns minutos de diálogo, a tensão parece crescer dentro daquele ambiente sufocador... Os dois estranhos se analisam mutuamente, e logo percebe-se no ar a atração que emana de um para o outro. O desfecho parece inevitável...

"Suas palavras pairaram no ar como se fosse num convite. Paul chegou junto dela num segundo, tomando seu rosto nas suas possantes mãos e beijando-a na boca. [...] nenhum som chegava junto deles, a não ser o de suas próprias respirações. Pareciam suspensos no tempo, tal como a beleza desgastada da sala, isolados do mundo e das suas próprias vidas em separado. [...] Ele tinha em si um odor [...] que ela não podia identificar, mas que era mais masculino do que o cheiro característico de qualquer outro jovem que ela conhecera, algo que, na realidade, a excitava ainda mais." 

A narrativa do autor Robert Alley é carregada de volúpia e deixa o leitor amarrado a cada parágrafo, impossibilitando quem segura o livro nas mãos de ter outra reação que não a de continuar a leitura de maneira frenética e instigante... Ao menos a blogueira que vos fala teve essa sensação...

"Agarraram-se um ao outro como animais. Jeanne subiu pelo tronco do seu corpo, apertando os quadris de Paul com seus joelhos, abraçando seu pescoço como uma criança perdida. Paul encostou-a contra a parede e entrou mais profundamente nela. Durante alguns instantes, lutaram confusamente, como se em combate, mas depressa chegaram a um acordo e começaram laborando em conjunto. Seus corpos avançavam e recuavam como componentes na mais íntima das danças. O ritmo tornou-se mais frenético, com o mundo esquecido e tudo o mais sem significado. Paul e Jeanne arquejavam e soltavam exclamações surdas, embatendo violentamente contra a parede que protegia sua paixão. Finalmente, mergulharam para lá das origens do seu próprio esforço, morrendo gradualmente e sem remorsos sobre o dilacerado tapete cor de laranja. [...] Minutos antes, tinham-se juntado na mais carnal das uniões e, agora, já fora dos confins do apartamento, mostravam-se tão distantes quanto completos desconhecidos."
Nos capítulos seguintes passamos a conhecer os protagonistas desse tórrido 'romance' de forma alternada. Ora descobrimos mais sobre a vida futura de Jeanne que está às portas de um casamento tradicional e sem muita paixão, pois seu noivo Tom vive às voltas com sua equipe de filmagens, sonhando acordado com as tomadas e ângulos de sua câmera, sem preencher a vida de sua noiva com a paixão luxuriosa que ela encontra no apartamento com Paul. 

a química entre os atores é incrível...
                            
E conhecemos a angústia de Paul em ter encontrado sua esposa morta na banheira de casa, sequer um bilhete deixado por Rosa a fim de explicar o porquê daquilo. ter que lidar com a sogra que está cuidando do funeral da filha, a convivência com os seus inquilinos, entre eles um casal negro, em que o homem toca saxofone... Importante ressaltar que a trilha sonora do filme, com a direção de Bernardo Bertolucci, é do músico Gato Barbieri [clique aqui e confira a trilha], jazz com pitadas de tango do começo ao fim, deixando o filme ainda mais primoroso, a trilha sonora dá o toque de sensualidade que embala o casal protagonista, interpretado por Marlon Brando e Maria Schneider.


Sem contar a polêmica com a cena da 'manteiga' que foi um furo na época que o filme foi lançado, sendo vetado em vários países, incluindo o Brasil, pois alegaram um desrespeito com a instituição da sagrada família, além das fortes cenas de cunho sexual e nudez apresentadas, e pelo teor 'herege' dos diálogos dos personagens, sobre sexo, moral e igreja...


Voltando ao livro, essa polêmica também ocorreu com a publicação, claro. Porém, de forma menos explícita que no filme. Mas não pretendo contar os detalhes dessa parte da 'manteiga' e demais cenas 'imorais' e deixo que vocês descubram por si mesmos ao lerem/verem a história... Os diálogos do casal são esquisitos, com assuntos que perturbam Jeanne, Paul é um sádico que gosta de deixá-la de 'sobreaviso', há momentos em que ele age como se fosse matá-la e deixar seu corpo abandonado naquele apartamento caindo aos pedaços... E ninguém saberia de nada caso o crime realmente ocorresse, mas ele de fato não quer matá-la, apenas assustá-la, pois se diverte com o medo nos olhos de Jeanne. As emoções afloradas dela o excitam, meio que uma válvula de escape para o pesadelo de sua vida que ele deixa na porta do prédio, e só o recolhe de volta quando vai embora...


Um fato bem peculiar é que em momento algum eles sabem de suas histórias, sequer seus nomes são ditos. Jeanne até tenta certa vez contar algo de si mesma, mas Paul sempre a retrai, enérgico. Eles são perfeitos estranhos, compartilhando fluídos e não sabem seus nomes, idades, endereços... É como se naquele apartamento eles deixassem de existir para o mundo lá fora, e ali só houvesse a união sexual que conecta ambos...
"Não se tocavam, agora, mas ambos tinham a perfeita consciência do corpo do outro, da sua proximidade e da intrigante possibilidade. Esse era, na realidade, o elo que havia entre eles."
O apartamento era um refúgio para Paul e Jeanne, um homem de meia-idade, viúvo e perdido em solidão e Jeanne, uma garota presa a conveniências, a um futuro 'seguro e metódico' mas sem emoção... Ele, 45 anos, ela, vinte e poucos, compartilhando do cheiro de mofo de um prédio velho, pouco visitado e habitado, numa rua do subúrbio da rica cidade parisiense. Art Nouveau estampando as ruas daquela parte antiga da cidade, o cinema dos anos 70 pela câmera de seu noivo e uma chama de prazeres sem obrigações futuras com aquele desconhecido... O instante vivido transformado em eterno, até o momento em que ambos saem da 'redoma reconfortante de sexo e entrega dos corpos'. Paul, que de início repugnava a possibilidade de conhecer o mundo externo de Jeanne, começa a enxergar uma vida fora do apartamento com ela, e nesse momento, Jeanne começa a enxergar os defeitos daquele homem, de cabelos quase brancos, com o peso da idade sobrepondo-se entre eles, além de outros fatores... Fora do apartamento, o encanto esvaneceu...


Sentindo-se perseguida pelas ruas e becos de Paris, eles ainda dançam uma última música, um Último Tango, até o desfecho surpreendente que os aguarda... 

"-Eu sou eu, você é você. Eu e você. Sem nome, sem profissão, sem vínculo nenhum com a vida aqui fora. Nós dois."



P.s: Vou sortear um Kit com 13 marcadores para quem comentar nessa resenha até a meia-noite de 18/08/2014... No dia seguinte divulgo o resultado. São válidos comentários pelo Facebook ou blogguer. 
Comentários pertinentes a resenha, e não coisas do tipo 'gostei, amei, quero lerbjs'. 
Aproveitem ;)
E deixem um e-mail para que eu entre em contato, caso você seja o[a] vencedor[a]...
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Bolos Literários





Gente, vendo uns posts pelo Facebook me deparei com uma imagem de bolo decorado que todo leitor gostaria de comer algum dia. Sou fanática por bolos [culpa da minha mãe u.u] e resolvi separar algumas idéias de bolos decorados literários para mostrar a vocês. Tem cada um mais lindo que o outro, pra todos os gostos. Confiram!!!


Aos fãs de Percy Jackson e mitologia grega, essa é uma ótima opção de bolo de aniversário... 



Quem gosta de clássicos vai gostar desse bolo, homenageando Jane Austen e seu livro Orgulho e Preconceito...


Impossível escolher apenas um bolo sobre Austen, então separei três imagens, esse abaixo é mais delicado e muito lindo...

 

Esse baseado em Emma não é uma graça?


Todo fã de Tolkien deveria ganhar um bolo desses de presente de aniversário... 



Esse do Hobbit ficou uma fofura... 


Tudo bem que eu detesto Harry Potter, mas venhamos e convenhamos que esse bolo é uma verdadeira obra de arte... Eu comeria. *risos*


 Frankenstein, o clássico de Mary Shelley apresentado de forma graciosa, excelente para uma festa de criança ou Halloween...


 Esse bolo é uma homenagem às obras lançadas pela Penguin Books. Ficou lindo, não acham?


 As crônicas de Nárnia, sem comentários... Perfeito... Lembrei logo da personagem Lucy quando vi o famoso poste...


Quando falamos em livros clássicos para o público infanto-juvenil, não podemos deixar de citar estas três obras em particular: O mágico de Oz, Alice no país das maravilhas e O Pequeno Príncipe... 



Os sapatinhos de Dorothy ficaram um charme só... 

 

Um dos bolos decorados mais lindos e delicados que já vi, aos fãs de Alice é uma ótima opção... 


 E para encerrar, delicado, simples e lindo... Eis um bolo de O pequeno Príncipe... Foi difícil escolher um só, entre tantas imagens lindas que busquei no Google...



Se um dia eu for mãe, com certeza farei algun[s] desses bolos nas festas de aniversário... E vocês, se inspiraram em algum? Não dá água na boca e ao mesmo tempo pena de comê-los? Quais vocês mais gostaram? Me contem nos comentários... ;)

Pretendo fazer mais posts desse tipo por aqui... Até a próxima, pessoal...
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Resenha do Mês [Julho] Os homens que não amavam as mulheres

Resolvi ocultar alguns detalhes de como me interessei pela trilogia Millennium, pois muitos podem pensar que é audácia de minha parte mas o resultado dessa experiência vocês podem conferir nesse post... *risos* Adianto que foi a melhor leitura de Julho, com certeza...

Vi a versão americana do filme Os homens que não amavam as mulheres por indicação de amigos e professores da faculdade que disseram que eu precisava ver esse filme, porque lembraram de mim com a personagem Lisbeth Salander, eu assisti e fiquei apaixonada pela trama, bem como pela tal personagem Lisbeth"introvertida, socialmente limitada, ausência de empatia, egocêntrica, comportamento psicopata e anti-social, dificuldades de colaboração e aprendizado." e resolvi que precisava ler a trilogia antes de morrer, ou viveria em tormento eterno por não me permitir o prazer de uma leitura dessas. Então, minha amiga Karina [Serena para os mais íntimos] me presenteou com o box publicado pela Ed. Companhia das Letras e assim que bateu a vontade li o primeiro volume. [Não posso deixar de dizer que antes já tinha visto também a versão original do filme, que é sueco, e meus pontos com a obra só aumentaram]...



Pois bem. Escrito por Stieg Larsson, Os homens que não amavam as mulheres traz um assunto importante inserido [inicialmente] de maneira sutil dentro de uma trama de suspense de arrepiar os pelinhos da nuca, não por ser de terror, mas pela densidade cheia de suspense e adrenalina, ao ponto de fazer com que um livro de 522 páginas seja lido de forma frenética...

Somos apresentados a Mikael Blomkvist, um jornalista sueco que estava sendo processado e julgado por uma matéria publicada em sua revista que 'difamou' um importante homem de negócios, que estava envolvido aparentemente em várias falcatruas das quais Blomkvist não poderia provar de imediato. Ele é dono da revista Millennium, sócio com uma amiga e amante, Erika, em que o marido desta sabe da relação extra-conjugal da mulher e não intervém. Anteriormente somos direcionados à ilha de Hedeby, onde um importante membro da família Vanger, recebe mais uma flor de um remetente misterioso. Todos os anos em sua data de aniversário, ele recebe seu presente, como fazia sua sobrinha adolescente Harriet antes de desaparecer. O que houve com Harriet há mais de 30 anos permanece um mistério, mistério esse que vai unir os destinos de Mikael e Henrik Vanger...

Por causa de vários problemas com a imprensa e Justiça, Mikael acaba trabalhando para Henrik procurando pistas sobre o sumiço de Harriet, a quem seu tio Henrik acha que foi assassinada. Ele não quer morrer antes de saber do paradeiro dela, e Mikael é quem o ajuda nas investigações... Em paralelo, conhecemos a personagem feminina mais forte, misteriosa, linda, inteligente e perturbadora da literatura contemporânea [ao menos pra mim]: Lisbeth Salander. Uma jovem estranha, com síndrome de Asperger, de aparência completamente fora dos padrões 'aceitáveis', problemática e... hacker. 


"uma jovem pálida, de uma magreza anoréxica, com cabelos quase raspados e piercing no nariz e nas sobrancelhas. Tinha a tatuagem de uma vespa no pescoço e uma faixa tatuada ao redor do bíceps do braço esquerdo. Nas poucas vezes em que Lisbeth usara uma regata, Armanskji constatara que ela também tinha uma tatuagem maior na omoplata, representando um dragão. Originalmente ruiva, tingira os cabelos de preto. Parecia estar chegando de uma semana de farra na companhia de uma banda de heavy-metal." 

Lisbeth também se vê envolta na vida de Mikael Blomkvist depois de uma série de acontecimentos sobre a investigação de sua vida, e é a pessoa mais adequada para ajudar o jornalista, não apenas no escândalo da revista mas com a busca pelo paradeiro de Harriet Vanger, e é com a aparição dessa mulher incrível que vemos o palco do livro se descortinar e mostrar o plano de fundo de uma verdadeira crítica de Larsson à sociedade: os homens que odeiam [a ponto de matar] as mulheres. Sim, o livro é sobre pura misoginia. Larsson dá mostras do que os homens violentos são capazes de fazer com as mulheres... Mesmo Blonkvist não é dos melhores exemplos no tratamento que dispensa às mulheres de sua vida... Um casamento fracassado, pouca atenção a sua filha, envolve-se com uma das suspeitas da família Vanger, até com a própria Lisbeth... 

Com a conta no vermelho por causa do escândalo com o empresário Wennerstörm, sem poder publicar nada na revista enquanto a turbulência não passar, Blomkvist vê na bolada de dinheiro oferecida por Henrik a chance de reerguer-se economicamente. Sem poder falar sobre sua real estadia na ilha Hedeby, pois a família Vanger é suspeita da suposta morte de Harriet, ele finge estar escrevendo uma biografia sobre o rico industrial que o contratou através de um advogado, Dirch Frode, que é o 'patrão' de Lisbeth e que faz a 'ponte' entre os protagonistas...  Além do desaparecimento de Harriet, Lisbeth ainda o ajuda à parte com o caso Wennerstörm...


Vários casos de desaparecimento que ocorreram naquela região da Suécia se entremeiam com o sumiço de Harriet. Teria sido ela mais uma vítima em potencial de um assassino cruel de mulheres? Entre as pistas encontradas, até versículos da Bíblia são peças-chave para desvendar o mistérios. Além do caso investigado, surgem os problemas de Lisbeth com seu novo tutor, e a forma violenta e asquerosa com que ele trata a garota 'cheia de piercings e tatuagem de dragão' deixa o leitor de estômago revirado e com ânsias de esganar o violador...


A meu ver, a obra de Larsson não se resume a um suspense policial em que uma dupla de 'investigadores' procura uma pessoa desaparecida, tampouco se resume a um livro de escândalos sobre a política e negócios escusos. Os homens que não amavam as mulheres se entrega já no título, é um livro sobre a forma como milhares de mulheres são destratadas, violentadas, espancadas e mortas por uma sociedade misógina, patriarcal, em que a mulher é relegada a papel secundário pelo simples fato de pertencer ao 'sexo frágil'. Lisbeth, uma garota de vinte e poucos anos, miúda, soturna, de envolvimento social praticamente inexistente, cheia de piercings e tatuagens pelo corpo, com uma magreza exagerada e arredia e passado misterioso, desafia os padrões da sociedade não apenas pela aparência, mas também pela inteligência subestimada...

Blonkvist é o típico jornalista que procura sobreviver em meio ao caos jornalístico denunciando os mais podres casos de corrupção no país. Reflete algo de seu criador, pois Stieg Larsson foi um ativista político e jornalista muito perseguido pelas 'mãos poderosas e corruptas' da Suécia. Denunciou nazistas, neofascistas, arriscou sua vida escrevendo e criticando organizações grandes e poderosas, recebendo inclusive ameaças de morte. Aos 54 anos, faleceu de ataque cardíaco, pouco depois de terminar a trilogia Millennium, que além de Os homens que não amavam as mulheres, é composto também por A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de Ar [lerei ambos em breve]. É co-autor de um livro sobre a extrema direita na Suécia, intitulado Extremhögern

Mas voltando ao livro, o que dizer de sua escrita? Detalhista, intrigante. Larsson deixa algumas pontas soltas que terão explicação nos volumes seguintes. Apesar da grossura do livro, a leitura não me cansou, e as descrições dos personagens da família Vanger, que são suspeitos do sumiço de Harriet, são bem distintos, não se confundem na leitura. O autor conseguiu misturar elementos fortes e interessantes na história sem perder o 'fio da meada'. É possível sentir empatia por Lisbeth logo de cara, raiva crescente de alguns membros da rica família Vanger e a cada capítulo, mais trechos do mistério são revelados... 

Não vou contar o desfecho porque isso fica a cargo de vocês, que devem ler a obra e se encantar [como eu me encantei] por essa história tão fantástica e impressionante. Estou adjetivando demais, sei disso, mas é impossível falar de um livro tão bom sem me empolgar... 

'pouco feliz com meu livrinho...'


Quanto aos filmes posso garantir que ambas foram excelentes adaptações. Mas a versão sueca foi melhor que a americana, se for pra fazer uma comparação ligeira... As atrizes que interpretaram Salander deram um show à parte, mostrando uma Lisbeth distinta uma da outra mas sem perder a essência da personagem do livro... Mas, por questões de identificação, ainda prefiro a americana Rooney Mara. Mas Noomi Rapace  também está perfeita no papel...
Rooney e Noomi - Lisbeth Salander

Nem vou me estender falando sobre os filmes pois o post ficaria gigantesco, mas deixo a recomendação aqui a vocês. Leiam a trilogia, assistam os filmes na versão sueca e o primeiro [até agora lançado] da versão americana. É um suspense policial de tirar o fôlego, e você não vai querer passar a vida na Terra sem conferir essa obra... 

Até a próxima, me contem o que acharam do livro/filmes caso tenham lido/visto... 
Beijos ^.~
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